US Open: pressão, susto, orgulho e bastidores

Foram duas semanas de muita emoção com o Aberto dos Estados Unidos.

Nossa melhor duplista, Luisa Stefani, infelizmente nos deu um susto quando na semifinal torceu o joelho e saiu de cadeiras de rodas da quadra, mas eu sei o quanto ela é forte e determinada e já já estará de volta às quadras com todo o brilho.

Foto: Al Bello / Getty Images / AFP

Bruninho Soares, mais uma vez, mostrou ao mundo que é sem dúvida um dos maiores duplistas da história do tênis mundial! Após superar a cirurgia da apêndice, que o tirou a chance de medalha nas Olimpíadas de Tóquio, voltou com tudo em Nova Iorque e chegou a final! Jogou muito e eu tenho muito orgulho de você amigo!

Foto: Elsa / Getty Images / AFP

Não teve como não se encantar com a final feminina. Neste ano, duas jovens tenistas surpreenderam a todos e mostraram que são gigantes. A campeã inglesa de apenas 18 anos, Emma Raducanu, veio para ficar, demonstrou uma concentração única, força e movimentação de campeã! A vice-campeã Leylah Fernandez, canadense de apenas 19 anos, também com muita rapidez de pernas venceu as melhores do mundo, como Naomi Osaka, Aryna Sabalenka, Elina Svitolina e Angelique Kerber. Incrível!!!

A final masculina mostrou que, independentemente de posição de ranking, talento e força, todos nós podemos sucumbir a pressões de conquistar algo grandioso!

Foto: Kena Betancur / AFP

Novak Djokovic sofreu mesmo sendo o número um do mundo e com a chance de realizar historicamente as quatro maiores vitórias do circuito de tênis profissional do mundo. Não conseguiu fechar as conqusitas dos quatro Grand Slams no mesmo ano!

Mas na minha opinião, ele é o melhor do mundo sim! Já venho há anos acompanhando a carreira dele, mesmo que adolescentes idolatram o Rafa Nadal e adultos admiram a elegância do jogo do Roger Federer.

Eu joguei o US Open nos anos de 1998 e 1999 o qualifyng de simples e a chaves principais de duplas, e em 2002 voltei ao torneio como técnica da minha amiga e campeã húngara Katalin Marosi. Foi uma experiência diferente, mas com grande aprendizado!

Todos os jogadores têm direito a tickets para os musicais da Broadway todos os dias. Assisti o Rei Leão, O Fantasma da Opera e a A Bela e a Fera!! Sem contar as nossas escapadas para as compras… Bem, eu voltava com a mala lotada de chocolates de todos os sabores.

Nos torneios, sempre tem o players lounge (área de descanso e serviços exclusivos para os jogadores). Eu almocei ao lado das irmãs Williams e pude ver o quanto elas são simpáticas. Comíamos muito bem, inclusive carnes vermelha antes dos jogos, o que é raro. Eu também sou boa de garfo, atacava as delícias do restaurante e tudo de graça (hehehe)! Nós, tenistas brasileiros, não podíamos deixar de ir (quase todos os dias) comer o arroz, feijão, picanha ou frango com batata frita, nos restaurantes brasileiros pertinhos da Broadway! Ah… faltava farofa e guaraná!

Amigos, o US Open é um dos mais fascinantes torneios do mundo e eu superindico uma viagem para aproveitar Nova Iorque e assistir o torneio.

Beijossssss

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