
O Brasil voltou a sorrir após todo o drama vivido na sexta feira, nos Estados Unidos.
O paulista Charles Oliveira, o do Bronx, o da favela mostrou mais uma vez porque ele está no topo da categoria mais disputada do planeta no MMA.
A luta principal do UFC 274 em Phoenix, nos Estados Unidos, colocou o brasileiro diante de Justin Gaethje, conhecido por diversos nocautes e por dar show no Octógono mais famoso do mundo.
E mais uma vez foi ao estilo que o velho torcedor do Corinthians está acostumado. Com drama, com emoção do início ao fim.
Em uma luta parecida com a que do Bronx fez com Michael Chandler, aonde o paulista passou dificuldades até conseguir o nocaute no segundo round, as emoções desta vez foram mais a flor da pele possível.
Sofrendo quase que dois knockdowns seguidos em uma luta franca, do Bronx conseguiu encaixar um knockdown após sobreviver ao inferno e finalmente colocar a luta aonde o maior finalizador do UFC sabe, no chão.
Em casa, foi questão de tempo do brasileiro atacar o braço do adversário antes de conseguir o mata leão que trouxe a vitória para o Brasil no UFC 274.

Na entrevista, Charles voltou a promover o mesmo discurso que pregou a semana inteira..
“Eu sou iluminado. Eu sou o escolhido. O campeão tem nome e ele se chama Charles Oliveira.
Eu luto com qualquer um. Me deixaram escolher então: Conor McGregor, vai correr?“
O desafio feito ao irlandês Conor McGregor coloca o lutador mais próximo de fazer a luta mais importante e rentável de sua vida.
McGregor mesmo em mau momento na organização, ainda é a luta que todos os lutadores querem devido o seu alto potencial de trazer dinheiro para seus adversários, devido a visibilidade mundial que o irlandês possui atualmente.
As chances de ver a luta se tornar uma realidade são difíceis mesmo com o próprio irlandês admitindo ter vontade de enfrentar o garoto de Santos.
Praticamente muito mais pesado que antes, McGregor está mais para um peso meio médio do que para um peso leve, o que seria um problema já que Charles compete nos 70 kg.
O brasileiro quer a luta no Brasil. E em dezembro.
“Quero lutar no Brasil, em dezembro. Eu disse lá em cima que poderia ser o McGregor mas quando eu desafiava estes caras, ninguém me dava a mínima.
Então, agora é hora deles correrem atrás e vou deixar o UFC e minha equipe escolher quem será o próximo. Para mim, pode ser qualquer um porque o campeão tem um nome, Charles Oliveira.”
Este que vos escreve sugeriu uma idéia ao UFC.
Se eu fosse o @UFC, aproveitava a oportunidade de ouro e fazia em novembro ou dezembro, @CharlesDoBronxs vs @TheNotoriousMMA na @NeoQuimicaArena em São Paulo.
Tenho certeza que o @Corinthians estaria muito interessado em fazer este negócio acontecer. #UFC274
— Bruno Massami (Бруно Массами) (@BrMassami) May 8, 2022
Aproveitar o hype e a chance para fazer a maior luta de MMA que o Brasil já viu.
Em dezembro, na Neo Química Arena, a casa do Corinthians.
Lutando em casa, diante de seu povo, o corinthiano Do Bronx pode fazer a luta que vai mudar sua vida em termos financeiros, em um estádio de futebol numa luta grande, aonde o mundo inteiro vai parar para ver.
É um negócio difícil de ser fechado pois depende de vários fatores e interesses se alinharem. E principalmente, a vontade comercial de McGregor aceitar lutar no Brasil, em território hostil contra a maior estrela do MMA brasileiro no momento.
Charles do Bronx é sincero. Dá o papo sem rodeios e mete a letra sem dó. Entra lá dentro para dar show, sair na mão e em muitos momentos deixar o torcedor corinthiano e brasileiro com o coração na mão.
Mas está dando certo e uma luta deste magnitude no Brasil seria o ápice de um renascimento vitorioso.
O Brasil que carece de grandes ídolos no esporte após ver Anderson Silva, Vitor Belfort, Wanderlei Silva, Fabrício Werdum, José Aldo, Maurício Shogun, Lyoto Machida entre outros envelhecerem, está com Do Bronx em seu auge, e pronto para fazer história como ele mesmo diz, sendo o escolhido, o iluminado. Pronto para escrever seu legado.
