
O dia 14 de novembro de 2015 (dia 15 na Austrália) vai ficar marcado para sempre.
O UFC realizou o maior evento já realizado pela companhia até hoje, levando 56 mil pessoas ao Etihad Stadium, em Melbourne.
Além do recorde de bilheteria, o alcance que o evento atingiu principalmente com a luta principal foi imenso.
Em um fim de semana marcado pela triste tragédia na França, a Austrália conseguiu ocupar o espaço dos noticiário com apenas uma luta.
Ronda Rousey e toda sua invencibilidade foram derrubadas por uma mulher especial: a americana Holly Holm.
Mostrando muito respeito por Ronda, a nova campeã do UFC deu um verdadeiro exemplo de postura, exceto na pesagem aonde acabou reagindo após provocações de Ronda, acertando um meio soco na musa.
O que parecia mais uma atitude comum de Ronda, já que em outras lutas, a mesma teve atitudes parecidas, a atleta acabou traída por seu excesso de confiança.
Acreditando demais em sua evolução no boxe, que foi notória contra Bethe Correia e Sara McMann, acabou não ajudando contra Holm.
Ronda parecia mais uma garota que estava a procura de briga, do que a implacável campeã que o MMA conheceu.
Sua atitude lembrou seu amigo Nick Diaz, que fez o mesmo em grande parte de suas lutas, especialmente contra Carlos Condit e Anderson Silva.
E ambos pagaram o preço, no caso de Ronda, uma derrota que pode ser chocante em sua carreira.
Não foi uma derrota qualquer. Mas um verdadeiro atropelo.
Holm usou toda sua experiência como campeã de boxe, dando uma verdadeira aula para Rousey.
Além de dominar em pé, Holly neutralizou a principal arma da oponente, seu Judô. Mostrou que ele sozinho não vence luta quando se enfrenta uma atleta completa de altíssimo nível.
Para Ronda, apenas resta a duro aprendizado após uma vitória com autoridade de Holly.
O chute alto da americana, chocou o mundo. Frustrou os planos do UFC em uma luta de Ronda com Cris Cyborg, mas mostrou que não é somente de promover atletas que o esporte sobrevive.
É preciso ensinar as pessoas acerca da beleza, intensidade, superação e emoção que o MMA protagoniza.
Campeões e Campeãs a cada dia nascem, crescem, brilham e deixam seu reinado, mas a cultura esportiva sempre vai prevalecer.
O esporte deu uma verdadeira aula aos fãs, mostrando que todas as pessoas podem ser vencidas.
Para quem acha que o UFC saiu prejudicado, pelo contrário. O evento ganhou mais uma atleta para esquentar a categoria peso galo.
E Holly Holm pode ser a única a ser considerada campeã mundial de boxe e MMA. Ninguém no mundo fez tal feito, a única que se aproxima é Joanna Jedrzejczyk que foi campeã no Muay Thai e novamente defendeu seu cinturão aplicando uma surra em Valerie Letourneau que mostrou grande coração ao aguentar até o fim.
Holm é uma nova estrela que o UFC pode trabalhar.
Humilde, popular em seu estado e com esta grande marca em sua carreira.
Assim, o esporte continua. Teremos uma revanche certamente e quem sabe Ronda pode aprender com os erros e não agir de forma orgulhosa.