
Após consolidar-se como um dos principais nomes do MMA nacional em 2014, Gilbert Durinho recebeu na última semana a notícia que tanto esperava. Dono de um cartel invicto com sete resultados positivos, o niteroiense assinou na semana passada um contrato com o UFC, maior evento de MMA do planeta. O atleta, que venceu, por nocaute, sua última luta no início de maio, ainda não tem previsão para estrear na organização.
Eufórico com a grande oportunidade, Durinho, se mostrou muito orgulhoso com a tão sonhada notícia, mas disse que é preciso manter o foco para alcançar objetivos ainda maiores dentro do torneio.
“Estou muito feliz, é a confirmação que estou fazendo as coisas certas. Apesar disso, tenho consciência de que quanto maior é o passo dado, maior é a cobrança. Essa foi uma meta que foi muito trabalhada e alcançada. É preciso manter o trabalho que estou fazendo e focar no próximo objetivo, que é o cinturão do UFC”, declarou ele, que ainda falou sobre a futura estreia no evento. “Minha primeira luta será entre os meio-médios. Tenho muita dificuldade de bater 70kg, mas é a categoria que eu quero atuar dentro da organização. Primeiramente vou me testar entre os meio-médios, mas o principal objetivo é conquistar o cinturão dos leves”.
Durinho, que iniciou sua carreira no MMA profissional em 2012 por intermédio de Vitor Belfort, estrela do UFC e seu companheiro de treinamentos, atribuiu seu sucesso momentâneo ao esforço diário e ao apoio das pessoas que o cercam.
“Eu atribuo essa conquista a muito esforço, sacrifício e dedicação. Quando decidi lutar MMA a convite do Vitor Belfort, me joguei de cabeça mesmo. Me dedico muito, é a minha profissão, então faço tudo para exercer meu papel da melhor maneira possível. Além disso, tenho muitas pessoas envolvidas comigo: minha família, meus treinadores, amigos e managers. Todos trabalhamos juntos e estamos começando a colher os frutos”.
Campeão mundial de jiu-jitsu com kimono e bicampeão mundial sem kimono, ele também vem se dedicando às competições de luta agarrada. Antes de assinar com o UFC, ele já havia marcado alguns combates e teve um mês de maio muito agitado.
“Antes de eu assinar com o UFC, já havia marcado alguns combates de grappling. Na semana passada, pude disputar a Copa Podio, onde consegui vencer quatro lutas, sendo duas por finalização, mas acabei perdendo na semifinal. Já neste final de semana realizei uma superluta em uma etapa do ADCC, que aconteceu no sábado (17), em Miramar FL (EUA). Lutei contra o A J Agazarm, um atleta oriundo do wrestling, mas que também é faixa preta de jiu-jitsu.
Consegui imprimir meu ritmo e quase finalizei a luta em três ocasiões. No final, acabei saindo vencedor com um placar de 11-0 e conquistei o cinturão do evento. Estou feliz com o resultado e agora estou aguardando a definição do oponente e data para estrear no UFC”, concluiu.
