
O ano de 2013 foi inesquecível na carreira de Léo Santos. Depois de 11 anos como profissional de MMA, o tetracampeão mundial de jiu-jitsu na faixa preta conquistou a segunda edição do reality show The Ultimate Fighter Brasil, ao finalizar Willian Patolino na final, em junho, no UFC on Fuel TV 10, em Fortaleza, e garantiu o sonhado contrato com o UFC. Com moral elevado, sua expectativa tem aumentado à medida que o tempo passa, e agora ele está pronto para receber o chamado e estrear oficialmente na organização.
Após vencer o TUF, Léo tratou uma lesão no joelho, passou por cirurgia no nariz e ficou pouco mais um mês no Canadá e Estados Unidos ministrando seminários e treinando. De volta aos trabalhos duros na academia Nova União, o atleta patrocinado pela Adidas Combat Sports já começou a se preparar para, além de lutar novamente, descer para a categoria peso-leve (até 70kg), seu peso original.
“Fui liberado pelos médicos e estou treinando normalmente, sem nenhuma restrição, o que é muito bom para a minha evolução. Depois de tanto tempo afastado, a ansiedade é grande para lutar novamente, estrear oficialmente no UFC e voltar a competir na minha antiga divisão. Já vi todos meus companheiros de TUF lutando e só falta eu. Estou doido para sair na mão no UFC”, afirma.
O especialista em jiu-jitsu sabe que agora precisa se readaptar a antiga categoria, já que na disputa do TUF, atuou nos meio-médios (até 77kg). “Era bom porque comia tudo o que queria, podia comer até mais para engordar e subir de peso, mas agora é fechar a boca e manter a dieta direito.
Terei que fazer o caminho inverso, já que malhei bastante para subir e agora tenho que descer tudo de novo. Mas esse calor que está vai me ajudar, com certeza, a diminuir esse sofrimento (risos)”, observa.
Na Nova União, Léo Santos é companheiro dos campeões do peso-pena (até 66kg) do UFC, José Aldo, e do peso-galo (até 61kg), Renan Barão. A praticamente a um mês dos compromissos dos seus colegas, no UFC 169, em Nova Jersey, dia 1º de fevereiro, o campeão do TUF Brasil 2 está acompanhando de perto e auxiliando no camp dos amigos.
“Estou ajudando no que posso. O Barão, por ser mais leve, não ajudo tanto, mas incentivo, dou uns toques e trocamos bastante informação”, conta. “Com o Aldo, faço um pouco de sparring, além da parte de chão, lógico, que faço com todos. Mas eles estão focando na galera mais leve da academia, para poderem se adaptar melhor aos adversários. A Nova União é uma família, então o que eu puder, vou fazer” analisou.