O sucesso do Brasil na WSOP

 

A WSOP 50 tem tudo para ser considerada a melhor edição dessa que é a Copa do Mundo do poker. A afirmação pode ser feita inicialmente pelos brasileiros, isso porque o país conquistou mais dois braceletes de campeão mundial, somando agora seis joias no total.

Murilo Figueiredo, campeão do evento 14 (US$ 1.500) HORSE e Yuri Martins, primeiro lugar no evento 51 (US$ 2.500) Mixed Stud Hi-Lo, Omaha Hi-Lo, escreveram o nome na história do poker brasileiro e mundial ao vencerem as respectivas competições com um detalhe: nenhum compatriota havia triunfado antes nos mixed games na WSOP.

Murilo e Yuri estão ao lado agora de nomes como Alexandre Gomes, André Akkari, Thiago Decano e Robery Felicio, todos campeões mundiais de poker e basta analisar as datas que esses títulos aconteceram para comprovar que o nosso esporte da mente está em ampla ascensão no Brasil.

Ale Gomes, o pioneiro, conquistou o bracelete dele em 2008 e demorou três anos para que um dos principais nomes do nosso esporte no país, André Akkari, vencesse um evento da WSOP. O tricampeonato teve um hiato de quatro anos, somente em 2015 o paulista Thiago Decano recolocou o Brasil no topo.

Depois de três anos mais um título brasileiro, dessa vez de forma incrível. O jogador recreativo Roberly Felício superou um field de 13.070 jogadores para ganhar o bracelete e US$ 1 milhão. Como pode ser constatado havia no mínimo três anos de distância entre cada brasileiro vencedor da WSOP e dessa vez, logo no ano seguinte, conquistamos o penta e o hexa e a série ainda está na metade, sendo que tem atleta tupiniquim batendo na trave.

A primeira mesa final do Brasil na WSOP foi feita por um jogador que eu conheço bem e já tive o prazer de dividir uma mesa de jogo com ele. Marcelo Giordano é regular dos torneios nos clubes de São Paulo, principalmente do CPH, o campeonato paulista, o qual ele é bicampeão. Dono de uma humildade ímpar, ele ficou em quinto lugar no evento 12 (US$ 1.000) Super Turbo e já fez outros cinco ITM´s na série, ou seja, entrou na premiação em seis eventos.

A minha felicidade pelo sucesso dele é grande, já que em todas as vezes que pude jogar com ele, ou conversar, sempre foi muito atencioso respondendo todas as minhas perguntas e em várias oportunidades aconselhando. Além disso, como consumo muito as transmissões de torneios realizados no Brasil ele é uma figura constante, com um jogo short stack de se admirar.

Conversei com o Giordano através de mensagens em uma rede social poucos dias depois dele ser eliminado em quinto lugar e receber um prêmio de US$ 50 mil. O jogador me disse que o valor ganho não vai mudar em nada a reta que ele traçou para o evento, mas que vai garantir tranquilidade, já que os torneios a serem disputados no planejamento dele custariam exatamente o valor que ele ganhou, ou seja, no prejuízo ele não sai de Las Vegas.

Marcelo também me disse que o Brasil está bem representado na Copa do Mundo do poker. Entre os possíveis ganhadores de um bracelete ele elencou além dos atletas mais famosos como André Akkari, João Simão, Kaneoya e Cavalito os jogadores Aziz Mancha, Fernando Você Vem, Cello Azevedo, Felipe Beltrane e Paulo Gini.

“Eu também me coloco nessa lista, é claro, mas vou estar sempre torcendo para o sucesso de todos os brasileiros, sem exceção”, finalizou o boa gente.

As minhas boas vibrações, mesmo que daqui de São Paulo também estão com os meus compatriotas e quem sabe um dia eu não posso acompanhar eles lá de pertinho. O sonho continua.

 

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