PAULISTÃO E A PRONTIDÃO COMPETITIVA

Quem não tem prontidão competitiva deve cair – e já caiu ! Os atentos, ligados e com uma energia extra – atingirão seus objetivos.
O Ituano jogou a partida de sua vida contra o Paulista, em Jundiaí. Os 45 minutos finais – debaixo de muita chuva – demonstraram a força da equipe e o foco absolutamente voltado para a vitória – o que, provavelmente, salvará o time de Juninho Paulista do rebaixamento.
Força essa não demonstrada pelo Mirassol que, diante da Ponte, em Campinas, entrou com o peso da necessidade de vencer e, assim, sucumbiu – praticamente cumprimentando a última vaga para a segunda divisão em 2014.
Já, a Linense, enfrentou o time completo do Corinthians precisando vencer para continuar sonhando com uma das vagas no G8. Venceu e convenceu. Jogo de equipe, motivação, comprometimento e a velha e boa prontidão competitiva. Na última rodada, brigará contra o Mirassol – no campo adversário, pela sonhada oportunidade de jogar as oitavas de finais do Paulistão 2013.
Já, o Mirassol, dependerá do Palmeiras (aquele mesmo que goleou por 6 a 2) – o Verdão atuará em Itu – provavelmente com o time reserva. Se o Ituano vencer, o Mirassol cairá. Mais uma daquelas ironias do futebol.
No momento certo, surge o comportamento decisivo, aquele que não se treina – apenas existe e é exercido por todos os capacitados. Prontidão competitiva não pode ser ensinada – não é estimulada por pastores motivacionais nem por pais de santo. Ela existe dentro de cada atleta e é preciso condições para que ele possa dar vazão.
Os sãopaulinos aguardam para conferir se o time dirigido por Ney Franco apresentará a tal prontidão competitiva diante do forte Galo de Cuca. Poucos acreditam.
A prontidão competitiva – assim como o comprometimento individual e coletivo – são partes integrantes e fundamentais no sucesso esportivo . Uma pena, entretanto, que poucos treinadores reconhecem e valorizam essa tendência de comportamento presente em grupos e atletas. Prejuízos seriam evitados e vários benefícios gerados se os clubes se abrissem mais para o trabalho psicológico científico, sério e ético no esporte.

Prof. João Ricardo Cozac – presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte www.appeesp.com.br – professor responsável pelo curso de formação em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE de São Paulo – www.ceppe.com.br

5 comentários

  1. ACABEI DE ASSISITIR A MESA REDONDA, E O SR. FLAVIO PRADO, PASSOU A MAIOR PARTE DO PROGRAMA FALANDO DA CRISE DO SÃO PAULO E DA SUBIDA DO PALMEIRAS .DEI PARA NOTAR NITIDAMENTE QUE O MESMO QUIZ SE CALAR DIANTE DO PÉSSIMO JOGO PRATICADO POR ESSE TIME DE “MERDA” CHAMADO CURINTIA QUE QUANDO NÃO EMPATA GANHA DE 1X0.QUANTO É TRISTE TERMOS NA IMPRENSA PROFISSIONAIS IMPARCIAIS COMO ESTE JORNALISTA QUE ATENDE OS ANSEIOS DO TIME DE MARKETING, QUE TÊM AMPLA COBERTURA NO NOTICIÁRIO ESPORTIVO DO SEU PROGRAMA ISTO É UMA VERGONHA!!!!!!!

  2. OI Cozac
    cobro de Vc uma palavra sobre o Palmeiras
    a virada, a tal de prontidão competitiva
    merece uma reflexão

    mesmo que duvide dessa metamorfose
    seria um “case”,
    primeiro uma goleada impensável
    e em seguida se classifica para Liberta/ Paulistinha
    onde chegaremos?

  3. João Ricardo,

    O termo “prontidão competitiva” foi o foco constante das suas últimas crônicas (Seedorf, País do Volei e o texto de hoje). Notadamente, e assustadoramente, o Palmeiras e seu “sangue na veia”, lê-se “prontidão competitiva”, tem sido o assunto dos últimos 10 dias, em toda mídia. Ou o pessoal do Palmeiras tem lido, à exaustão, todos os seus textos, João Ricardo, ou o técnico Gilson Kleina está fazendo vestibular para psicologia esportiva, só pode!

    Abraços

  4. João Ricardo , queria saber se poderia te enviar um calendario que elaborei para o futebol brasileiro . Se puder me passa um email em que possa mandar . Abraço .

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