Um tapa na cara do Palmeiras

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

A notificação enviada ao Palmeiras por Felipe Melo, que pede sua reintegração ao elenco principal do clube, reabre a discussão sobre as implicações do afastamento de um atleta profissional.

Em outra oportunidade, esta coluna já atentou para o seguinte fato: toda medida adotada por um clube para restringir o contato entre um jogador e seu time principal é, além de custosa do ponto de vista financeiro e emocional, delicada sob uma perspectiva jurídica.

São relativamente frequentes, não apenas no Brasil, casos em que, por se julgarem desprestigiados, jogadores compelidos a treinar em apartado ou a integrar equipes secundárias de seus clubes decidem ir à justiça; habitualmente, eles alegam ser vítimas de assédio moral.

Os advogados que costumam defendem atletas argumentam, via de regra, que afastamentos como os citados ocasionam danos morais a seus clientes.

Tal raciocínio é, a bem da verdade, simplista demais: uma análise de cada situação concreta é essencial.

De maneira abstrata, vale lembrar que, por um lado, entre os deveres do clube-empregador não consta a obrigação garantir minutos de jogo a todos seus atletas.

Ou seja: a assinatura de um contrato esportivo de trabalho não garante ao jogador o direito de atuar ou mesmo de treinar com a principal equipe de seu clube.

Nesse sentido,  a 5ª turma do Tribunal Superior do Trabalho explicou, em uma decisão de 2015, que, “tratando-se de equipe desportiva profissional, é algo mais ou menos implícito a necessidade de grande rendimento de cada atleta convocado a atuar na categoria principal. Logo, eventual queda de rendimento do jogador (…) pode justificadamente afastá-lo daquele time principal, sem que isso, por si só, configure atitude discriminatória ou de alguma forma, lesiva por parte da empregadora (processo nº 210800-65.2008.5.15.0007).

Por outro lado, não se deve excluir a possibilidade de os chamados “treinamentos em apartado” configurarem assédio moral.

Para tanto, deve ficar claro que tal tratamento diferenciado não se trata de uma opção da direção visando a um melhor desempenho esportivo, mas de uma tentativa de vingança ou de represália contra o jogador.

No caso específico em análise, o afastamento de Felipe Melo parece ser bem menos uma decorrência de seu desempenho esportivo do que de seu comportamento inadequado em relação, sobretudo, ao técnico Cuca, chamado de covarde em áudio divulgado pela internet – um comportamento que poderia inclusive fundamentar, se esse fosse o desejo do Palmeiras e a depender de outras circunstâncias, um pedido de rescisão do contrato do atleta por justa causa.

 

4 comentários

  1. A mim parece que o Palmeiras “pisou na bola” ao investir na contratação do volante que estava jogado às traças no seu clube anterior por razões que eu desconheço e não pretendo entrar no mérito.
    Com o apoio da sua patrocinadora, o clube repatriou o atleta que, a rigor, nas poucas vezes em que foi visto em campo, não justificou tamanho investimento. Se o objetivo da diretoria era atender Cuca contratando um especialista em distribuir pontapés, não precisava ir à Itália buscá-lo pois já tem o Tiago Santos que só sabe fazer isso e a cada tres jogos fica um de “gancho” por causa dos cartões amarelos. O que o Palmeiras precisa para melhorar o seu meio-de-campo é gente com características defensivas, mas, ao mesmo tempo, com capacidade para passar a bola e, de quando em vez, aparecer no ataque, concluindo a gol com precisão, como “elemento surpresa”, à média distância, que seja treinado para tanto, tática e coletivamente, nos 105 m x 67 m, noventa minutos, e não em campo reduzido, meia hora a quarenta e cinco minutos, pois, afinal um jogo inteiro é disputado em espaço largo e dura mais de hora e meia, dependendo das paralisações. Está mais do que na hora do Palmeiras tomar jeito, contratar qualidade e não quantidade. Já que tem recursos, que faça isso: busque, como nos antigamente, dezoito a vinte jogadores qualificados, pague igual e cobre rendimento. Chega de meia-boca que só dá despesa e traz problemas como esse que aí está e que o clube terá que engolir até daqui a trinta meses se não quiser dispor da multa rescisória que o atleta está propondo.

  2. na minha opiniao o
    Cuca nao tem o time na mao se ele nao elogiar os jogadores mesmo errando penalti como fez o Egidio ele fica queimado com outros jogadores ele tem medo quem manda no time sao os jogadores o Cuca nao manda nada ele faz o que a maioria do jogadares mandam, é um absurdo o jogador errar e o técnico mesmo tendo conciência do erro mesmo assim coloca panos quentes para desviar a situaçâo. tod0 ano é assim, tem que cobrar sempre os jogadores e nao colocar a mâo na cab
    eça de ninguem, futebol é colocar o jogador na posiçâo de origem que ele joga e cobrar resultado, time com muito craque nao da certo tem muita vaidade um que ser mais que o outro, vamos mudar vamos cobrar sempre.

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