Esporte e longevidade II – A turma de Rio Preto

No nosso ultimo artigo do meu blog,demos inicio a uma série de textos  contando pormenores das visitas que tenho recebido ultimamente com grande frequência.

Este aumento de fluxo começou em março do ano passado, depois que recebemos na Assembleia Legislativa, o diploma do Guinness Book of Records, reconhecendo que éramos o jornalista com a mais longa carreira esportiva ininterrupta do mundo.

Piscina do Palestra

Vieram ao meu escritório figuras remanescentes de amizades antigas, estudiosos interessados em esclarecimento de assuntos que estão pesquisando, ou ainda estudantes que buscam orientação para as teses de formatura.

A diversidade de conhecimento que os que nos procuravam buscava foi por mim acumulada em cursos regulares da Escola de Educação Física do Governo Estadual (hoje USP), em cursos de especialização em diversas modalidades esportivas e na obtenção do diploma de formatura da disciplina de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Temos que acrescentar ainda o conhecimento obtido nas salas de aula, a experiência no magistério, exercido por mais de 30 anos nas redes do então ensino secundário, colegial e ensino profissional.

À vivência no esporte juntou-se o volume de conhecimento obtido com vários cargos exercidos, que serão enumerados em próximos artigos desta série.

Hoje, escolhemos falar de Raul Marques, jornalista de São José do Rio Preto, que veio nos procurar com o propósito de colher dados sobre a história dos esportes aquáticos de sua cidade, concentrando-se na obra do técnico Decio Monzoni Lang, que por feliz coincidência é meu primo e casado com Lidia Bortolato, também nossa prima.

Trabalhei com Decio Lang no Clube de Regatas Tietê. Primeiro na escolinha de aprendizagem de natação e depois como técnico auxiliar, chegando a titular da equipe aquática.

Raul acrescentou nas suas anotações à minha informação de que, na década de 40 do último século, Decio Lang foi técnico da seleção de Santos, campeã dos Jogos Abertos do Interior, posto que posteriormente herdei dele.

Raul Marques não veio sozinho. Trouxe ao nosso escritório dois acompanhantes que competiam no inicio da década de 60. Falamos, entre vários assuntos, das competições regionais de que participavam, quando eu, como presidente da FPN, dividi o Estado de São Paulo em 14 regiões de natação. Eram eles: Remy Pedroso Jacomassi e Sérgio Frota.(todos filiados ao Palestra Esporte Clube).Remy e Frota contaram emocionados como procediam a busca de seus nomes em um ranking que então fazíamos dos resultados das competições de natação para ser publicado na A Gazeta Esportiva. (os 16 melhores ganhavam o direito de competir numa final estadual – era um trabalho estafante, pois, na época, ainda não havia o computador).

No final, eu “cobrei o conselho”: pedi a eles para restabelecer o Panathlon Club local, integrante do Panathlon Internacional, um clube de serviço que visa a ética, a cultura, a memória dos esportes e a amizade entre seus membros.

A alegria da troca de ideias com o grupo riopretano foi mais uma comprovação de que, na longevidade, esse intercâmbio pode ser uma fonte de felicidade. Não é somente uma coleção de reminiscências, mas uma fonte de ideias para um planejamento de futuro.

 

3 comentários

  1. Maravilha, também faço parte de atleta do nosso querido Decio Lang, estou empenhado junto com Sérgio Frota para que saia o livro em homenagem ao Sr Decio , abracos

  2. Parabéns Sr. Henrique Nicolini e todos os amigos envolvidos em nossa história, dos esportes aquáticos de nossa época! Feliz Época!

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