As glórias de Abílio Couto

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Hoje interrompemos a sequência de artigos sobre os Jogos Olímpicos, pois recebemos a grata notícia de Daniel Vizeu Costa Couto, descendente de Abílio Couto, informando que foi lançado um site oficial do maior nadador de águas abertas da história da natação brasileira.

Trata-se de um trabalho completo, que demandou uma pesquisa muito dedicada de seu autor, que passou a ter mais um admirador no responsável por este blog. Quem quiser comprovar nossa afirmação basta acessar o site www.abiliocouto.com e conhecer toda uma carreira.

Com certeza o responsável por esta coluna foi o jornalista mais próximo de Abílio. Conheceu-o em Ribeirão Preto quando, na categoria de juvenil, ele participou das competições aquáticas realizadas em piscina.

Logo depois, quando o nadador ribeiropretano decidiu morar em São Paulo ele tornou-se um amigo. A cada iniciativa nova, a cada novo projeto, ele gostava de trazer ideias, chegando aos mínimos detalhes. Naturalmente tudo o que conversava era transformado em notícias. Fomos o jornalista que mais escreveu sobre Abílio. A A Gazeta Esportiva nunca lhe negou espaço e abriu “manchetes” quando Abílio tornou-se o primeiro brasileiro a cruzar o Canal da Mancha. Bateu o recorde existente desde quando, em 1875, Matthew Webb foi o primeiro a atravessar o mar entre a França e a Inglaterra.

A carreira de Abílio não foi somente internacional, pois ele mantinha sua forma em travessias do calendário nacional. O ápice de sua carreira ocorreu entre os anos 60 e 70 do século passado. Parte desse tempo Abílio cooperou comigo quando fui presidente da Federação Paulista de Natação.

As primeiras provas em que competiu foram as edições da Travessia do Guarujá a São Vicente e a primeira experiência internacional veio com a prova efetuada na Itália, entre Capri e Nápolis. Depois dessa conquista fixou seu prestígio internacional com a travessia do Lago de Como, localizado entre a Suíça e a Itália. Abílio nadou na França, Inglaterra (diversas provas), Argentina, México, Estados Unidos, Canadá, Macedônia, Holanda, Venezuela.

Sua carreira foi sempre como amador, embora o profissionalismo já tivesse sido adotado por muitos de seus competidores.

O reconhecimento máximo dos méritos de Abílio da Costa Couto consta inclusive do Hall of Fame, da Helms Foundation, localizada em Fort Lauderdale, na Flórida, Estados Unidos.

O fim desta história foi melancólico. Abílio, ainda com saúde, faleceu num acidente numa das esquinas de sua querida Ribeirão Preto, cidade para a qual havia retornado após tantas glórias em todas as partes do mundo.

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