Com o futebol, Fabrício Bruno conseguiu realizar o sonho do pai

Fabrício Bruno surgiu para o futebol atuando pelo Cruzeiro. Após passagem também marcante pela Chapecoense, o atleta hoje defende o Red Bull Bragantino e almeja títulos com o clube paulista. Entretanto, houve um momento em que o zagueiro pensou em não seguir esta carreira.

Num bate-papo exclusivo com o blog, Fabrício conta que esteve próximo de desistir ainda nas categorias de base. Mas a vontade de realizar o sonho do pai foi mais forte, e acabou dando certo.

“Eu jogava no Desportivo Minas, em Contagem. Antes de ir para o Cruzeiro, já com meus 16 anos, eu não me via mais como menino. E era chato para mim ver meus amigos saindo de casa e eu pedindo dinheiro para o meu pai. Então fui falar com ele que queria parar, começar a trabalhar, ter meu dinheiro, sem depender dele. Ele foi muito sincero e me falou: ‘filho, o meu sonho era ter pelo menos algum filho jogador’. E o meu irmão já tinha parado, estava trabalhando, fazendo faculdade. Eu tinha só mais um Campeonato Mineiro no sub-17. Então ele falou: ‘vamos tentar neste último ano, pega firme aí. Deus está no comando”.

Foto: Divulgação/Cruzeiro

A tentativa valeu a pena. Pouco depois da conversa, o zagueirão colocou a mão na massa, e teve a oportunidade de encarar o gigante Cruzeiro duas vezes. O resultado não foi dos melhores, mas rendeu a Fabrício Bruno a chance de vestir a camisa da Raposa.

“Eu fiz dois jogos contra o Cruzeiro. Por incrível que pareça, perdemos os dois por 5 a 0 (risos). Só que a equipe não passava por um bom momento no sub-17, então me chamaram para fazer uma avaliação. Depois disso as coisas fluíram muito rápido e logo eu já estava no profissional”.

Foto: Divulgação/Red Bull Bragantino

Hoje o atleta se sente realizado. Joga num clube com um grande projeto, que tem levado jogadores à Seleção e à Europa, e briga por grandes conquistas. Mesmo assim, o jogador não esconde sua vontade de atuar no Velho Continente, que além de uma realização para o pai, seria algo especial também para sua vida.

“Eu tenho muito o desejo de jogar fora do pais. É uma coisa que já externei há muito tempo, até para os meus empresários. É um desejo pessoal, mas acho que seria também mais uma grande realização para o meu pai. Não coloco a Seleção como principal objetivo, porque ela é decorrência de um grande trabalho feito aqui ou num gigante europeu. Acho que o segredo de tudo é trabalhar. Nada resiste ao trabalho”.

A entrevista completa está disponível no vídeo abaixo.

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