É para dar lucro ou não?

A contestação dos preços para o jogo final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo traz uma reflexão. Futebol é ou não um negócio?  Parece que é ou pelo menos deveria. Então como não cobrar caro por algo que tem um custo enorme para funcionar? Outro dia acompanhei Santos e Fluminense na Vila Belmiro com uma arrecadação de 116 mil reais. Ou seja, só com luz, segurança, arbitragem, porteiros, etc, o mandante pagou mais do que isso.

Eu não consigo imaginar qual o sentido destas situações. Afinal se é algo profissional precisa dar lucro ou no mínimo, não ter prejuízo. Um boteco, uma multinacional, um produto de internet ou seja lá o que for, depende de resultados financeiros positivos. No futebol ou se baixam os custos ou aumentam a entrada de dinheiro. Ingressos fazem parte, diretamente, deste conjunto a ser usado para melhorar os ganhos. Sendo assim, não há como abrir portões de uma partida senão for para entrar bastante dinheiro. O resto é fazer média, politicagem e falir as agremiações.