Querendo mais do que pode

 

Sylvinho evitou mais um ano de vexames no Corinthians. Aceitou o desafio de pegar um time com jeito de rebaixamento, coisa que Diego Aguirre e Renato Gaúcho não encararam, e deu um acerto tático que alinhou a equipe rumo à subida na tabela e a evitar os riscos de crise e queda.

Vieram reforços e o grupo normalmente joga bem, mesmo com os acertos sendo feitos no meio da competição. Isso gera oscilações naturais como nos jogos contra o Sport e São Paulo, onde, efetivamente, o futebol apresentado foi bem feio.

Aí surgem críticas pesadas ao trabalho, claramente competente, do treinador. O problema é achar que uma equipe montada de qualquer jeito, sem planejamento e no desespero, possa encarar aquelas que já estavam prontas como Palmeiras, que aliás o Corinthians venceu, Flamengo ou Atlético Mineiro.

As expectativas que Sylvinho criou pelo seu bom trabalho, jogam contra ele. O Corinthians é um time mais ou menos, com jogadores veteranos e que não jogavam há bastante tempo, em busca de uma identidade. Há limites e eles vão aparecendo agora. Culpar quem faz além do que é viável, é bem normal no futebol brasileiro.