Promessas menores

 

 

 

 

O sonho de qualquer clube brasileiro, nos últimos anos, era revelar jogadores. Com criatividade muito pequena e acomodação, os times do Brasil simplesmente pegavam garotos, que surgiam do nada e não por trabalhos bem pensados, e vendiam para as grandes equipes do mundo, acertando até as contas mais mal administradas.

Mas as coisas mudaram no mundo da bola. Hoje a Europa faz os seus próprios talentos. A miscigenação, que chegou por lá, além dos centros de captação em vários lugares do planeta, e de processos bem elaborados, durante anos, gerou dribladores e jogadores velozes e agudos, que normalmente eram levados da América do Sul. A fonte está cada vez mais seca, como mostra a timidez da janela europeia com relação ao Brasil.

Agora alguns times norte americanos, mexicanos e os eternos clubes formadores da Rússia e região, são os que podem ter interesse maior, só que com números infinitamente mais modestos. Isso só deixa clara a importância da mudança de gestão por aqui. Como isso é pouco provável de acontecer, não será surpresa se outros “cruzeiros” forem descobertos a curto prazo.