Coragem varzeana

 

 

A várzea faz falta. Este foi o diagnóstico do coordenador técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, para explicar a maior fragilidade psicológica e contou que se virava sozinho quando jogava, mesmo sendo filho de boleiro varzeano e dos bons. Agora as coisas são diferentes.

A bola ficou muito mais profissional. Os jogadores se transformaram em empresas com muita gente envolvida, mais cuidados e também menos desafios no dia a dia, o que as vezes acaba tirando deles a pegada necessária na hora de decidir jogos. Lógico que isso vale para os atletas de times grandes. Na maioria das equipes brasileiras a estrutura dos clubes e dos próximos atletas é próxima de zero.

O certo é que o mundo mudou. A cobrança aumentou, o medo do erro ficou mais latente e todos os envolvidos têm comportamentos bem diferentes do que há anos atrás. E a técnica, que era quase exclusiva dos sul americanos e africanos, espalhou-se pelo mundo. A tática dos europeus, no entanto, está cada vez mais configurada lá. E aí os jogos entre times de outros continentes, contra europeus, viraram quase brincadeira de criança.