Médicos em guerra

 

 

 

 

 

Marcio Tannure é famoso no futebol. No ano passado as recuperações dos jogadores do Flamengo em tempos recordes, geraram vários elogios ao ortopedista, que chegou ao clube pelas mãos de José Luiz Runco, que por 34 anos esteve no comando médico do futebol do time carioca.

Agora eles brigam. Tannure defende a postura do Flamengo de volta aos treinos. Virou avalista da situação, já que em nenhum momento fez qualquer objeção aos contantes atos de desobediência, que o campeão da América tem feito às ordens da Prefeitura do Rio.

A postura  de Tannure gerou questionamentos de órgãos da classe médica e do próprio Runco, hoje desafeto, depois da proibição do filho dele de operar o jogador Diego, por intervenção direta do atual médico principal do Flamengo. Há um grande briga no caso. Falar-se em ética é algo estranho. O presidente do Flamengo não se importa com isso. E os jogadores viraram cobaias.

Tannure começou no MMA. Quando era médico daquela Confederação teve problemas com o lutador Pezão, que o culpou pelo positivo num exame anti doping. Quando Anderson Silva também testou positivo, Pezão voltou a culpar Tannure pelo evento. Não sei como terminou a história mas provavelmente com processos na Justiça dos dois lados.

O Brasil é um país raro. Pararam o futebol no momento que a pandemia começou e agora querem retornar com o pico das contaminações. Porque pararam então? Se era para correr riscos então não deveriam sequer ter começado. Agora fica essa confusão entre médicos, exatamente quando a classe está tão bem avaliada pelo povo. Em casos semelhantes todos se desgastam e o futebol continua com suas notícias ruins, mesmo sem jogos.