Boas lições

 

 

 

 

 

 

 

Marega, jogador do Porto e Douglas Marques das Flores, árbitro de São Paulo e Corinthians, merecem destaque pelas atitudes nos campos de futebol no final de semana. Não estou falando do lado técnico, onde o juiz do clássico foi mal cometendo erro decisivo no final da partida. Mas o elogio, comparado ao de Marega, vem do começo da partida.

Douglas parou o jogo por causa do repetitivos e imbecis gritos homofóbicos das arquibancada. Além de ser uma coisa copiada e repetitiva, mostra o grau de racismo disfarçado que vivemos no dia a dia. Os estádios costumam ser praças livres para todo tipo de frustrado desabafar suas crenças cretinas. Sou a favor de impedir que o façam. Se forem doentes a ponto de não terem medida de seus atos, que seja pelo menos longe de um local de diversão como deve ser o futebol.

Marega foi vítima de idiotas do outro lado do mundo. Os torcedores do Vitória de Guimarães mostraram o nível ridículo deles, com manifestações asquerosas de homofobia, muito bem respondidas pelo jogador, que inclusive se retirou do jogo no que deveria ter sido seguido por todos os outros jogadoresdas duas equipes.

Campo de futebol não é praça livre para recalcados. Que fiquem em suas casas e mordam seus lenços ou se xinguem olhando no espelho. Não deve ser fácil ser o que são, então não temos que conviver com a baixeza destas pessoas. São atitudes como a de Douglas Flores e de Marega, que poderão mudar um pouco esse clima de violência gratuita espalhado pelo mundo da bola.