Quique Setién, o Fernando Diniz espanhol

 

 

 

Um time que não demite no meio de temporada como o Barcelona, já fez barulho diferente dispensando Ernesto Valverde, após a derrota na Super Copa da Espanha. Desde 2003 isso não ocorria. Acostumado a grandes conquistas, o clube troca pouco de técnico. Foram só 8 nos últimos 18 anos. Tudo novo, inclusive o nome anunciado.

Quique Setién tem histórico de ótimos trabalhos. É bom ver os times que comanda jogar. Mas com elencos limitados não têm títulos de repercussão.  Veio pela possibilidade de beleza de jogo, esquecida nos tempos de Valverde. Caso muito parecido com Fernando Diniz no São Paulo.

Sempre foi muito bom ver os times de Diniz em campo, mas foi também uma grande surpresa vê-lo assumir o São Paulo, que diferentemente dos catalães, dispensa treinadores com enorme facilidade. Diniz ainda não conseguiu fazer o seu elenco jogar com arte. Setién garante que já fará isso no domingo contra o Granada.

Oportunidades para quem gosta de futebol bem jogado sempre são bem vindas. Este esporte é uma arte, que precisa ser vista muito mais com a beleza do que com o fanatismo. Hoje o consumidor que interessa aos grandes clubes do mundo, é aquele que coloca ver um jogo entre os melhores programas turísticos da cidade. Assim é com Real Madrid, Barcelona, PSG, Manchester City ou Liverpool. As pessoas gostam de participar desta experiência.

Com a estética do jogo esquecida por aqui no Brasil, nos últimos tempos, o que vemos nos nossos estádios, são fanáticos dispostos a morrer pelo clube, que querem a vitória a qualquer custo, transformando o que seria um show, numa guerra. Isso afasta muito os bonsconsumidores. E é deles que todos precisam com tantas opções de lazer nas principais cidades do mundo.