A morte do 10

 

O Barcelona evolui em bloco. O PSG também. Os time de Sampaoli, ou de Jorge Jesus caminham ganhando espaços rumo ao campo adversário. Fernando Diniz faz o mesmo. Não tem mais jeito, o 10 tão falado, não existe mais no futebol moderno. Nem fabricado ele é.

Dentro dos conceitos atuais, as equipes trabalham em blocos, que ganham os campos adversários. Não há como alguém simplesmente dominar a bola e passar, especialmente no meio campo. Há o alternador de ritmo, como Sergio Busquets no Barcelona ou Thiago Alcântara no Bayern. Mas o movimento é coletivo.

O velho meia de toque refinado morreu. Perdeu para a intensidade do jogo. É preciso marcar, se descolar e correr como todos, senão a bola some dos pés de qualquer jogador, muito rapidamente. O brasileiro é saudoso do meia armador. Foi uma época bonita mesmo. Mas ficou lá atrás. Hoje é como sentir falta dos orelhões em tempos de pequenos celulares.