Subir sem preparo

Foto: CARL DE SOUZA/AFP

O tema é recorrente, usar ou não os meninos da base? E com o drama dos meninos do Flamengo voltamos a pensar nas condições que são dadas aos garotos, que sonham com o futebol. O Flamengo sempre revelou muita gente e vimos como as coisas funcionavam lá. As mortes contam a história. Imaginem nos times menores. Só a sorte evita que ocorram tragédias diárias.

E isso vale em todos os sentidos. Não se preparam seres humanos. A maioria não será jogador de futebol e dessa forma precisará optar para outras atividades. Senão se preocupam com segurança, lógico que a educação fica fora de qualquer cogitação. Estou falando de coisa séria não alguns cursinhos, que clubes mais badalados até pagam, mas que não levam a lugar nenhum.

E no momento crucial, na hora de ser testado no time principal, boa parte se perde por falta de preparo psicológico. São jogados e têm que se virar. Difícil suportar e fácil de serem trocados. E todos os sonhos de tantos anos vão embora depois de poucas chances reais. Não é fácil ser jogador de futebol no Brasil. E estou falando da minoria que consegue chegar. A maior parte não consegue sequer mostrar o que pode, num treinamento de peneira.