Modelo superado

Nos grandes clubes do mundo empresas gigantescas estão por trás dessas marcas maravilhosa.

Três mil pessoas decidiram o futuro do Flamengo nos próximos anos nas eleições do último sábado. Mais ou menos o mesmo número que manteve Mauricio Galiotte no comando do Palmeiras. Cito esses dois casos porque são recentes, mas é assim em grandes clubes brasileiros faz tempo.

Se esse modelo serviu algum dia, hoje está muito superado. Um pequeno grupo de conselheiros ou sócios, sem qualquer responsabilidade com o futuro financeiro da agremiação, não têm esse direito. Até porque muitas vezes seus votos são comprados por benefícios pessoais, que não ajudam em nada as ideias coletivas.

Nos grandes clubes do mundo empresas gigantescas estão por trás dessas marcas maravilhosas. O Manchester City que era um mero vizinho do grandão United, hoje é uma holding de futebol com times no mundo inteiro e enorme representatividade. Mas é uma pessoa jurídica, não um indivíduo.

As empresas têm obrigação e responsabilidades sociais, coisa que os sócios, conselheiros e até torcedores uniformizados, que mandam bastante nos clubes do Brasil, não necessitam fazer. Eles simplesmente somem e deixam fortunas em dívidas. Modelo superado que reflete em jogos de baixo nível. Até quando?