Seleções e clubes

(Foto: Pedro Martins / MoWA Press)

Cada vez mais existe uma diferença clara entre seleções e clubes.

Além da óbvia diferença no tempo de trabalho, já que as seleções se encontram esporadicamente, temos também a globalização. Os melhores jogadores estão nos melhores clubes e isso não acontece nas seleções.

Na América do Sul podemos fazer um comparativo do desempenho das seleções nas Eliminatórias e Copa América com os clubes na Libertadores. Brasil e Argentina contam com grandes estrelas mundiais em suas seleções e apesar de alguns tropeços recentes, os dos países dominam as competições da América do Sul em clubes e seleções, mas a diferença do futebol apresentado pelas seleções em relação aos clubes destes países é imensa. A seleção brasileira joga quase um outro esporte se fizermos a comparação com o Campeonato Brasileiro.

Nos outros países do continente essas diferenças são mais claras. Nos clubes, Equador e Bolívia têm conseguido melhor desempenho que Chile e Uruguai. O Paraguai que não conseguiu classificação para os Mundias de 2014 e 2018 vai bem entre os clubes, muito melhor que o Peru que terá sua seleção na Rússia. A Colômbia consegue bom desempenho nos dois quesitos.

Na Europa, Espanha e Inglaterra têm as duas melhores ligas. Nas seleções, a Espanha cresceu nos últimos anos, mas os ingleses estão longe de aparecer entre as principais. A Alemanha consegue ter um certo equilíbrio, apesar de ter apenas a terceira principal liga européia, mais próxima da liga italiana do que da inglesa e espanhola.

A França talvez mostre a maior diferença, com uma seleção muito forte e uma liga que hoje tem um time muito superior aos outros. No futebol de clubes Rússia e Ucrânia rivalizam com Portugal e estão na frente de Holanda e Bélgica.

São apenas algumas curiosidades que mostram algumas tendências do futebol atual. Neste ano de Copa do Mundo, ficará ainda mais claro que o futebol entre clubes e seleções são coisas bem distintas.