Deu para o gasto

Foto: Pedro Martins/Mowa Press

Ficou longe de uma grande atuação, mas o 2 a 0 entre Brasil e Equador deu para o gasto. O time brasileiro foi discreto, sem grandes sustos e num ritmo mais lento. Só em alguns momentos acelerou. Gostei de Philippe Coutinho chegando de trás na posição de Renato Augusto, a partir dos 13 minutos do segundo tempo. Tite ganhou uma opção a mais com Willian pela direita, Neymar na esquerda, Gabriel Jesus centralizado e Paulinho e Coutinho vindo pelo meio como volantes avançados.

Neymar teve dificuldades. A marcação foi muito forte e quase sempre com dobra. Funcionou. O principal jogador brasileiro pouco fez. Movimentou-se, saiu um pouco do seu setor predileto e nem assim chegou a brilhar. De qualquer maneira o Brasil está garantido na Copa e também como líder da eliminatória sul americana. Isso não traz qualquer bônus, mas ajuda no aspecto psicológico. Afinal há um ano, antes da estréia de Tite contra esse mesmo Equador, havia grande dúvida se o time chegaria ao Mundial da Rússia. Agora está entre os favoritos.

Há muita coisa pela frente. E no futebol mudanças ocorrem de forma impressionante em tempo curto, vide as inversões de posições de brasileiros e equatorianos nessa mesma eliminatória. Até a Rússia a tendência da equipe de Tite é crescer ainda mais. Mas também precisa tomar cuidado. A grande seleção argentina de Marcelo Bielsa pré Copa de 2002, desapareceu na Ásia e caiu logo na primeira fase. Ninguém entendeu o que houve. Mas já há um antecedente. E não custa prestar atenção.