Corinthians não tem do que reclamar

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Parecia que seria uma noite tranquila. O bom empate em Porto Alegre nem obrigava a agredir o adversário que viria em tese, apenas para se defender. Mas não foi assim. O Internacional chegou com ousadia, atacou, foi consistente e confiante. O gol de Maycon, numa jogada bem treinada, trouxe de volta a expectativa de que o Corinthians colocaria as coisas no seu devido lugar. Não conseguiu. Em desvantagem a equipe de Antonio Carlos Zago optou por marcar mais à frente e trabalhar a posse de bola.

E criou vantagem clara. No final do primeiro tempo o resultado já era injusto para os gaúchos. E veio o empate num gol contra de Fagner. Ninguém podia reclamar de nada. O Inter estava jogando para isso. A decisão foi para os pênaltis. Deu Internacional, merecidamente. O time acreditou que podia, mesmo com toda adversidade de jogar em São Paulo, sem poder segurar um zero a zero.

O Corinthians é um time bem trabalhado. Notam-se jogadas ensaiadas, bom posicionamento tático, mas pouca eficiência na hora de definir. Falta qualidade em alguns momentos e em outros frieza. Futebol demanda tempo. Não há magia. As oscilações são normais. Mas é preciso paciência. Mais ainda com um time cheio de jovens.  Que se dê esse tempo para que a equipe possa chegar ao seu ponto máximo. É muito difícil saber qual será o limite. No entanto é preciso entender, que esse tipo de eliminação, embora decepcionante, faz parte do jogo. Mais ainda sendo futebol.