Um dia diferente

Foi um dia diferente. Jogo da seleção brasileira, o mundo olhando e 16 emissoras de televisão do Brasil transmitindo. Já houve tempo em que cada um poderia transmitir o que bem entendesse no mundo da bola. Mas eram momentos românticos onde tvs a cabo não existiam nem em filmes de ficção. Depois veio a Rede Globo, passou a bancar o esporte no nosso país e ter as suas prioridades. Uma vez ou outra isso era quebrado, com duas ou três transmissões simultâneas.

Mas nesse jogo foram 16 emissoras mostrando as imagens. Poderiam ser 17 se a TV Aparecida, que tinha interesse, conseguisse fechar a operação técnica. Globo, Bandeirantes, SporTV, ESPN Brasil, Fox Sports, Esporte Interativo, BandSports,TV Brasil, RITTV, RedeTV!, Rede Vida, Record News, Cultura,  Meio Norte (PI), Amazon Sat (AM) e Ei Maxx mostraram Brasil e Colômbia. Foi legal, histórico e praticamente impossível de se repetir.

As boas notícias param por aí. Em termos de solidariedade, apenas 18.695 pagantes no Engenhão. A renda foi de pouco mais de um milhão e 200 mil reais. Patrocínios somaram 3 milhões e 800 mil. Dinheiro bom, porém abaixo do que se imaginava e seria preciso, já que, daqui para frente, cada vez mais as famílias das vítimas do acidente da Chapecoense, terão que se virar sozinhas.

O público presente foi metade do que se viu na final da Copa São Paulo. E bem menor que o do amistoso entre Atlético Paranaense e Peñarol em Curitiba, de quase 30 mil pessoas. Espero que, pelo menos, o dinheiro chegue às famílias. Não tenho muita esperança, mas sonho que haja linha direta, sem intermediários, que tiram o que não lhes cabe.

Sobre o jogo em campo, boas chances no primeiro tempo e queda natural no segundo. O Brasil volta ao primeiro lugar no ranking da Fifa depois de 7 anos. Tite só venceu desde assumiu a seleção. Está quase classificado para a Copa do Mundo da Rússia. No entanto, há muito por ser feito. Que ninguém se iluda. Têm muito pela frente. Especialmente  em termos de gestão. Afinal, nem num jogo beneficente, dentro do Brasil, o presidente da CBF deu as caras. Não fez falta. Mas chamou a atenção, já que seu companheiro da Colômbia, que parece nada dever, estava lá.