Brasil sobe, Argentina desce

O futebol é um esporte coletivo, isso é óbvio, mas nos últimos anos isso ficou ainda mais claro e importante.

Com a evolução física, os espaços diminuíram. Os jogadores ficaram mais fortes e rápidos. Nunca foi tão importante o posicionamento e a organização.

Depois da Copa América, Brasil e Argentina trocaram de técnico. No Brasil saiu Dunga e chegou Tite. Na Argentina, Tata Martino foi substituído por Edgardo Bauza.

As mudanças são recentes, é precipitado tirar conclusões precipitadas, mas fica claro que coletivamente o Brasil está em evolução e a Argentina sofre.

Os times de Bauza normalmente são organizados defensivamente, sofrem poucos gols, mas falta repertório para criar espaços. Em quase todos os jogos a Argentina terá posse de bola e o adversário tentará fechar os espaços. Mesmo com ótimas individualidades, sem um jogo coletivo mais elaborado, o time não consegue criar, tem muita posse, mas pouca agressividade. Falta uma movimentação diferente, troca de passes, triangulações, jogadas mais bem trabalhadas. O time depende do individual, principalmente de Messi e o craque argentino tem sofrido com lesões. Messi só participou de 3 dos 10 jogos das eliminatórias.

O Brasil faz o caminho inverso. Faz tempo que Tite é o principal técnico do país. Os times de Tite sempre foram marcados pela força defensiva e muitas vezes faltavam melhores alternativas ofensivas, mas isso mudou.

O Corinthians de 2015 foi um marco da evolução de Tite como treinador. O time continuava forte na defesa, mas ganhou um grande repertório ofensivo. Triangulações, movimentação constante e variação de jogadas.

Na seleção com melhor material humano disponível, o time já mostra evolução e deve crescer ainda mais.