Jogo coletivo

Foto: Vanderlei Almeida/AFP
Foto: Vanderlei Almeida/AFP

O Brasil confirmou o favoritismo e chegou na final do futebol olímpico. O time começou mal na competição, com empates contra África do Sul e Iraque. As críticas apareceram, algumas merecidas, mas muitas exageradas e normalmente Neymar era o alvo e nem sempre apenas por questões técnicas.

O futebol é um jogo coletivo, óbvio, mas em alguns momentos isso fica esquecido. O time cresceu durante a competição, Rogério Micale fez alterações, reorganizou a equipe em um 4-2-3-1, Renato Augusto recuou para forma uma dupla de volantes com Walace, Gabriel Jesus, que não estava bem como centroavante, passou para o lado esquerdo, Neymar centralizou e Luan entrou na equipe como homem mais avançado. O time cresceu e os resultados chegaram. Com o coletivo melhor, o individual apareceu, inclusive com Neymar, em uma função bem diferente do que faz no Barcelona.

O Brasil vai disputar a medalha de ouro com a Alemanha, se perder as críticas voltarão e Neymar deve voltar a ser o alvo predileto. Muitas vezes resumimos os jogos de futebol em detalhes pequenos, o fator raça tem sua importância, mas quase sempre é colocado como fator principal, principalmente nas derrotas.

O jogo de futebol é muito mais complexo e rico do que isso. Um time vencedor precisar estar bem equilibrado na parte técnica, física, tática e psicológica. Nos últimos anos, o espaço diminuiu e a velocidade aumentou, o Brasil ainda não se adaptou totalmente a esse tipo de jogo, mas muitas vezes resumimos tudo na raça e cobramos coisas que alguns não podem oferecer e nesses casos o psicológico desequilibra, isso ficou claro na Copa 2014.