Brasil é o único com força total no futebol olímpico

Foto: Lucas Figueiredo/MoWA Press
Foto: Lucas Figueiredo/MoWA Press

Nas últimas edições das Olimpíadas, a seleção de futebol tem sido cobrada pela conquista da medalha de ouro. Com os jogos no Rio de Janeiro, a cobrança ficou ainda maior e o Brasil prioriza a competição. Neymar, a grande estrela da seleção, ficou fora da Copa América com o time principal para disputar os jogos com a equipe sub-23.

As outras seleções chegarão ao Brasil bastante desfalcadas. O futebol olímpico não está incluído no calendário oficial da Fifa e isso dificulta a liberação dos atletas e os outros países não fazem tanta questão de reverter a situação.

O Brasil vem com seus melhores jogadores sub-23, apenas Ederson, Fabinho e Fred não foram liberados. A CBF lutou e conseguiu as liberações de Marquinhos e Felipe Anderson. Entre os convocados acima da idade, a seleção terá Neymar, sua grande estrela, Renato Augusto, titular nos últimos jogos com Dunga e o goleiro Fernando Prass.

Alemanha e Portugal são as principais seleções da Europa na competição. Muitos jogadores sub-23 disputaram a Eurocopa e não jogarão no Rio. A Alemanha não terá Kimmich, Sané, Draxler, Tah e Weigl. Portugal virá sem Wiliam Carvalho, Raphael Guerrero, Renato Sanchez e João Mário. Além disso, nem pensaram em convocar suas grandes estrelas acima da idade limite, assim como a Suécia não convocou Ibrahimovic.

Na América do Sul, a Argentina não conseguiu a liberação de atletas como Kranevitter, Vieto e Dybala e perdeu Lanzini machucado. O único acima dos 23 anos é o goleiro Rulli, que não é o titular da seleção principal, Messi nem foi cogitado. A Colômbia trará entre os jogadores mais velhos o atacante Pabón, que teve uma passagem apagada pelo São Paulo e que não faz parte do time principal, entre os mais jovens o grande destaque é Borja, artilheiro do Atlético Nacional.

Existe uma clara diferença entre a forma que o Brasil encara o futebol na Olimpíada em relação as outras seleções. No papel, o Brasil tem o time mais forte e se preparou com amistosos nos últimos anos. Gosto muito das ideias de Rogério Micale, o Brasil deve apresentar um futebol ofensivo, com marcação adiantada e alta posse de bola, será um aspecto interessante nos jogos e pode deixar algum legado.

A dúvida é de como será a reação da seleção que chega com uma cobrança enorme de vitória. Na Copa do Mundo em casa, o time não reagiu bem, mas era uma outra seleção, em 2014 não era um time pronto para conquistar o Mundial e era cobrado como se fosse. Agora parece ser realmente o time mais bem preparado.