Textos de sábado 23/07/2011

 

 QUANDO O AMOR ACABA

De repente o que era luz se faz sombra.

A época do namoro, as delicadezas e olhares apaixonados,

Dão lugar à amargura, à aridez dos dias

E muita gente afirma ; O amor acabou.

Uma sentença que vai pesada sobre os ombros de quem ouve.

O fim do amor talvez seja a mais triste notícia para um ser humano,

Afinal, o amor move o mundo e enche a vida de alegria

Mas será que amor acaba ? Afinal, é um sentimento tão forte,

Que ultrapassa a barreira dos relacionamentos pessoais e deságua

Nas relações sociais

Onde há um grupamento humano, há necessidade de amor,

Amor de pais, de filhos, de amigos, amor entre um homem e uma mulher.

Que importa de que tipo é o amor?

Basta que ele exista para que seu perfume , imediatamente, transforme os ambientes,

Ilumine os olhos, torne: Ar mais leve

E se é tão essencial o amor, por que o deixamos acabar?

Por que permitimos que ele se amesquinhe e seja sufocado?

É que nem sempre sabemos priorizar o que realmente é importante.
Nem sempre sabemos cuidar das pessoas que mais amamos.

Por vezes tratamos mal, justamente aqueles a quem mais queremos bem.
São nossos pais, irmãos, esposas, esposos e filhos

Eles deveriam ser a nossa prioridade, mas parecem sempre estar em último lugar.

Para eles deveríamos guardar os gestos de delicadeza, os afagos, as palavras gentis.

Pior ainda é quando permitimos que os abismos e silêncios aconteçam em nossa casa.

É como uma doença, que começa devagarzinho, vai se instalando e se torna incontrolável.

E tudo começa porque deixamos de conversar, de trocar experiências, de compartilhar o espaço,

Que chamamos de lar. E assim vamos nos afastando das pessoas que amamos.

E ainda há a negligencia. Deixamos de falar, de sorrir, de dar atenção aos de casa concentrado em pessoas com as quais temos contato meramente social, aos poucos,

Substituímos o grupo familiar pelos amigos, colegas de trabalho

E até por gente que acabamos de conhecer.

– Assim vamos deixando a vida seguir. De repente,

Quando percebemos, o tempo passou, os filhos estão adultos, os irmãos casaram, os pais morreram Ou estão velhos demais para conseguirem conversar de forma divertida num fim de tarde.

O trem da vida seguiu e nós nem o vimos passar,

É quando chega o arrependimento, a saudade, a vontade de ficar junto mais um pouco.

– Nem sempre é preciso esperar: Alguém que morre repentinamente, um acidente,

Uma doença inesperada, e percebemos então, que desperdiçamos o tempo que tivemos ao lado Daquela pessoa especial, daquele filho divertido, daquela mãe dedicada, daquele pai amoroso, Daquele companheiro, que estava bem ao lado, caminhando junto.

– Não, o amor não morre. Nós o deixamos murchar, apagar-se.

É o nosso desleixo, desatenção e preguiça que sufocam o amor.

– Mas basta regar com cuidado, sorrisos e carinho, para que ele reviva. Como planta ressequida,

O amor bebe as palavras que lhe dirigimos e se reergue.

– O amor não morre nunca. Mesmo que acreditemos que ele está morto e enterrado, que desapareceu, ele apenas aguarda que um gesto de amor o faça reviver.

– Experimente. Olhe para as pessoas de sua família, para o seu amor

E lembre-se das belas coisas que viveram.

– Não deixe que as más lembranças o contaminem, focalize toda a sua atenção nos momentos felizes. Abrace, afague, sorria junto, diga quanto os ama.

E se, de repente, seu coração acelerar, seus olhos ficarem úmidos, e uma indescritível sensação de felicidade tomar conta de você, não tenha dúvida: São os efeitos contagiantes e deliciosos do amor.

– Pense nisso.