{"id":221,"date":"2021-09-02T06:30:10","date_gmt":"2021-09-02T09:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/?p=221"},"modified":"2021-09-16T15:16:20","modified_gmt":"2021-09-16T18:16:20","slug":"parece-que-o-futebol-feminino-apareceu-depois-de-2019-desabafa-cris","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/2021\/09\/02\/parece-que-o-futebol-feminino-apareceu-depois-de-2019-desabafa-cris\/","title":{"rendered":"\u201cParece que o futebol feminino apareceu depois de 2019\u201d, desabafa Cris"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_222\" aria-describedby=\"caption-attachment-222\" style=\"width: 708px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-222 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/files\/2021\/09\/cris.png\" alt=\"\" width=\"708\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/files\/2021\/09\/cris.png 708w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/files\/2021\/09\/cris-300x202.png 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/files\/2021\/09\/cris-120x80.png 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-222\" class=\"wp-caption-text\">Cristiane: \u201cN\u00e3o tem nem como comparar quando comecei com o que as meninas t\u00eam dispon\u00edvel hoje&#8221;. (Foto: Santos FC)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A fala \u00e9 de quem tem bagagem e propriedade para contar a hist\u00f3ria do futebol feminino brasileiro. Cristiane \u00e9, provavelmente, um dos primeiros nomes que v\u00eam \u00e0 sua cabe\u00e7a quando se fala da modalidade. S\u00e3o duas medalhas ol\u00edmpicas, dois ouros em pan-americanos e um vice-campeonato em Copa do Mundo. Mas a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os holofotes s\u00f3 vieram depois da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Mundial. \u201cParece que o futebol feminino apareceu depois de 2019\u201d, desabafou para o Entrelinhas a maior artilheira da hist\u00f3ria das Olimp\u00edadas e segunda maior goleadora da sele\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>No universo do futebol feminino, h\u00e1 um consenso: a Copa do Mundo da Fran\u00e7a foi um divisor de \u00e1guas, principalmente no Brasil. Al\u00e9m de ser transmitido em canal aberto, o evento bateu recordes de audi\u00eancia. Para se ter uma ideia, s\u00f3 no Pa\u00eds, a elimina\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o contra as donas da casa foi vista por mais de 35 milh\u00f5es de telespectadores. \u201cDepois da Copa do Mundo, as pessoas come\u00e7aram a enxergar um pouco mais a modalidade. Acho que \u00e9 porque realmente faltava um lado de um trabalho de divulga\u00e7\u00e3o que tem hoje, e as equipes de camisa\u201d, analisa a atacante do Santos.<\/p>\n<p>Para ela, a modalidade est\u00e1 em constante evolu\u00e7\u00e3o em terras tupiniquins. \u201cN\u00e3o tem nem como comparar quando comecei com o que as meninas t\u00eam dispon\u00edvel hoje. Elas t\u00eam campeonato s\u00e9rie A, B, tem campeonatos nas categorias de base, tem os clubes de camisa por tr\u00e1s. Tem meninas que recebem muito bem. Algumas tem carteira assinada, outras bolsa em faculdades\u201d, ressalta a atacante.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se surpreender que algo \u201cb\u00e1sico\u201d, como carteira assinada, seja destacado como um diferencial, pela jogadora. A profissionaliza\u00e7\u00e3o do futebol feminino \u00e9 recente e nem sempre foi realidade no pa\u00eds. Para se ter uma ideia, apenas quatro anos atr\u00e1s, s\u00f3 o Alvinegro Praiano e o Atl\u00e9tico-MG eram considerados profissionais pela CBF, por garantirem os direitos profissionais \u00e0s atletas.<\/p>\n<p>Mais recentemente, em 2019, um levantamento da Folha mostrou que, das 52 equipes participando do Brasileir\u00e3o feminino daquele ano, apenas oito tinham 100% das jogadoras registradas com carteira profissionais. Apenas 15%. \u201cTem lugares ainda que as meninas passam dificuldade, seja financeira ou de estrutura, mas comparado \u00e0 quando eu comecei, tem uma melhoria bem bacana\u201d, ressalta, otimista, a veterana.<\/p>\n<p>Para Cris, entretanto, n\u00e3o \u00e9 apenas futebol que precisa ser ensinado na base. \u201cAinda percebo que tem muitas meninas mais novas que, \u00e0s vezes, s\u00e3o mal orientadas, em termos de comportamento em m\u00eddias sociais, ou at\u00e9 mesmo jogando: tem falha que poderia simplesmente ser corrigida no treino de base\u201d, analisa.<\/p>\n<p>A atacante defende tamb\u00e9m a profissionaliza\u00e7\u00e3o dos treinadores para o avan\u00e7o da modalidade. \u201cN\u00e3o adianta voc\u00ea cobrar profissionalismo s\u00f3 da atleta e isso n\u00e3o partir de uma comiss\u00e3o t\u00e9cnica\u201d, destaca. \u201cAt\u00e9 porque, \u00e9 ele [o t\u00e9cnico] quem est\u00e1 com voc\u00ea e quem vai te ensinar. Ensinar essas meninas de uma categoria de base o b\u00e1sico do futebol\u201d.<\/p>\n<p>Engana-se quem pensa que s\u00e3o s\u00f3 as veteranas quem sentem o impacto dessa transforma\u00e7\u00e3o recente. Mesmo que chegou &#8220;agora&#8221; reconhece as mudan\u00e7as e entende a import\u00e2ncia da profissionaliza\u00e7\u00e3o do futebol feminino. Malu Schwaizer, que recentemente alcan\u00e7ou a elite do Brasileiro, tamb\u00e9m <strong><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/fernandasilva\/2021\/09\/15\/agora-na-a1-malu-destaca-projeto-da-red-bull-como-diferencial-para-chegar-a-elite-2\/\">conversou com o <em>Entrelinhas<\/em><\/a> <\/strong>sobre o desenvolvimento da modalidade no pa\u00eds. A terceira entrevista dessa s\u00e9rie especial, com a Tain\u00e1, goleira do Corinthians, voc\u00ea acompanha nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fala \u00e9 de quem tem bagagem e propriedade para contar a hist\u00f3ria do futebol feminino brasileiro. 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