
Na noite deste domingo, mais uma vez, a Ferroviária ergueu a taça da Libertadores. O bicampeonato foi conquistado após o time do interior paulista superar o América de Cali-COL, por 2 a 1, em Buenos Aires, na Argentina. A conquista também teve um feito inédito: pela primeira vez, uma mulher comandou o clube que levou a melhor no torneio continental.
A dona do feito foi Lindsay Camila.
“É uma pressão muito forte, estou fora dessas pressões assim”, destacou a campeã – que disse ter vivido o dia mais feliz de sua vida. Para ela, o diferencial que levou o grupo ao título foi a atitude. “Elas estavam mentalmente fortes e acreditaram”, destacou.
A técnica chegou para comandar a Ferrinha no início do ano. Aos 38, ela estava como auxiliar-técnica de Simone Jatobá na seleção brasileira Sub-17. Lindsay construiu carreira na Europa. Jogou pelo Boavista-POR e também pelo Lyon-FRA. Após uma lesão, pendurou as chuteiras – mas seguiu no futebol.
Antes de trabalhar na Seleção, Lindsay também esteve nos bastidores da base do clube francês. Voltou ao Brasil e ficou nove meses no Jaguariuna. Mais tarde, de volta ao velho continente, finalizou seus estudos.
Em sua primeira competição no comando da Ferroviária, de cara, se sagrou campeã da América.
Lá, Lindsay continua o legado de Tatiele Silveira, que foi técnica da equipe por dois anos e conquistou o título do Brasileirão e de melhor técnica brasileira, em 2019. Outro feito de Tatiele foi o vice da Libertadores (2019) e vice do Paulista (2020). “Ela é uma ótima treinadora, fez um ótimo trabalho. Dois anos. Três títulos”, destacou. “Estamos formando boas treinadoras, estamos em formação, temos que acreditar e ter a oportunidade. Os clubes têm que fazer como a Ferroviária faz, que é acreditar na mulher e acreditar no trabalho que podemos fazer”.
Se ter uma mulher no comando do grupo vencedor foi um feito inédito, um fato clássico se repetiu.
Mais uma vez, foi uma equipe brasileira que venceu a disputa. Em doze edições, nove vezes o troféu veio para terras tupiniquins.
Sob o comando de Lindsay, as Guerreiras Grenás repetiram o feito de 2015. Da equipe que foi campeã seis anos atrás, a Locomotiva possui cinco atletas remanescentes no elenco: a zagueira Luana; as meias Nicoly, Rafa Mineira e Daiane (capitã da conquista); e a lateral Barrinha.
Agora, o time se igualou ao Santos (2009 e 2010) e Corinthians (2017 e 2019) em número de Libertadores. O São José, por sua vez, ainda segue no topo do ranking, com o tricampeonato: 2011, 2013 e 2014.

Não deve ter futebol….
Deve servir de exemplo….
Futebol deve parar.