
A pandemia do novo coronavírus, não é novidade, está destruindo famílias. Só ontem, foram 2.798 óbitos em 24 horas no Brasil. Enquanto a nossa população representa menos de 3% dos habitantes do planeta, 28% das mortes por covid-19 foram aqui. Em meio ao caos, o futebol segue.
No feminino, a situação é um pouco diferente. Sem os campeonatos nacionais acontecendo – o Brasileiro tem início previsto para o dia 28 – e o paulista com estreia marcada para maio, o “controle” fica mais fácil.
A Libertadores feminina, entretanto, segue rolando. Lá, o Brasil ainda tem dois representantes: o Corinthians, que luta por vaga na final diante do América de Cali, nesta quarta, e a Ferroviária, que duela contra o Universidad de Chile, na quinta.
Lá, na Argentina, a competição acontece em formato de bolha. Uma bolha sul-americana. Mas uma bolha. Isso quer dizer que os times só podem ir do hotel para o local de treinamento e/ou para os jogos.
Se as bolhas ajudam a minimizar os riscos, as viagens em um país continental, como o Brasil, em um cenário de competição nacional, pode alastrar a doença.
Vale lembrar que os times femininos de São Paulo não estão ilesos na pandemia. No ano passado, o Santos, por exemplo, teve surto de covid: 17 atletas e cinco membros da comissão, na fase final do Paulista. Na ocasião, a Federação Paulista se negou a adiar o jogo. O Santos pediu o cancelamento da partida, mas por fim, em nota, a FPF confirmou a não realização do duelo, declarando as joseenses como vencedoras por 3 a 0.
No final das contas, quem perde, não é apenas o futebol. É a vida.
Quantos mais Marcelos Veigas e Ruys Scarpinos precisaremos ter?
Se puder, fica em casa. Se for sair, use máscara.
