{"id":9391,"date":"2026-03-23T18:49:02","date_gmt":"2026-03-23T21:49:02","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/?p=9391"},"modified":"2026-03-23T18:49:02","modified_gmt":"2026-03-23T21:49:02","slug":"legiao-estrangeira-toma-conta-do-futebol-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/2026\/03\/23\/legiao-estrangeira-toma-conta-do-futebol-brasileiro\/","title":{"rendered":"Legi\u00e3o estrangeira toma conta do futebol brasileiro"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9392\" aria-describedby=\"caption-attachment-9392\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-9392\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-904x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"725\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-904x1024.jpg 904w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-265x300.jpg 265w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-768x870.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-1356x1536.jpg 1356w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/03\/agenciacorinthians-foto-242874-1808x2048.jpg 1808w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9392\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rodrigo Coca\/Ag\u00eancia Corinthians<\/figcaption><\/figure>\n<p>Faz tempo que o jogador brasileiro deixou de ser a grande atra\u00e7\u00e3o nacional. Os \u201cgringos\u201d vieram com tudo e tomaram conta do peda\u00e7o. Clubes preferem apostar nos estrangeiros do que dar uma chance para os meninos da base, hoje encarados como investimento a longo prazo. Dirigentes querem negociar a garotada a peso de ouro e tapar os buracos financeiros no or\u00e7amento. \u00c9 mais em conta e traz resultados r\u00e1pidos. \u201cAventureiros\u201d sul-americanos t\u00eam prefer\u00eancia.<\/p>\n<p>Antigamente, o jogador brasileiro reinava soberano. N\u00e3o tinha tanta concorr\u00eancia do exterior. Os clubes negociavam entre si e abalavam as estruturas. Por exemplo, o Fluminense tirou Rivellino do Corinthians nos anos 1970, causando grande impacto. O Tim\u00e3o trocou Neto por Ribamar com o Palmeiras e sagrou-se campe\u00e3o brasileiro em 1990 pela primeira vez na hist\u00f3ria. G\u00e9rson veio do futebol carioca para o S\u00e3o Paulo e ganhou o bicampeonato paulista (1970 e 1971). Ningu\u00e9m de fora tinha vez naquela \u00e9poca. Bons tempos.<\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o do futebol paulista nunca foi de se encantar com \u201cLegi\u00f5es Estrangeiras\u201d. O alvo era o Interior, apelidado de \u201cCeleiro de Craques\u201d. Dudu veio da Ferrovi\u00e1ria e cansou de somar gl\u00f3rias pelo Palmeiras, nos anos 1970. Luizinho saltou de um clube de v\u00e1rzea para dar o Campeonato do Centen\u00e1rio para o Corinthians, em 1954. Sem falar de Dorval, Meng\u00e1lvio, Coutinho, Pel\u00e9 e Pepe, no Santos. O mundo se curvou a eles durante d\u00e9cadas. Praticamente todos nasceram na Vila.<\/p>\n<p>Roberto Dias come\u00e7ou a jogar bola aos 16 anos no S\u00e3o Paulo, em 1960. Logo se destacou pelo estilo cl\u00e1ssico. Levantou o bicampeonato paulista em 1971. Chegou a ser considerado pelo Rei como seu melhor marcador. Zagueiro feito em casa, na base da f\u00e9. Jogou no M\u00e9xico e defendeu a Sele\u00e7\u00e3o Brasileira. Bom, barato e funcional. Dirigentes eram mais corajosos.<\/p>\n<p>Hoje em dia, a realidade \u00e9 bem outra. Em crise financeira e pol\u00edtica, o S\u00e3o Paulo desprezou as equipes de base. Investiu alto em estrangeiros. L\u00e1 est\u00e3o os argentinos Calleri, Alan Franco e Enzo Diaz; o equatoriano Arboleda; o paraguaio Bobadilla; o chileno Tapia e o portugu\u00eas Cedric. Meninos da base s\u00e3o apenas op\u00e7\u00f5es de banco. Para quem j\u00e1 teve \u201cOs Menudos do Morumbi\u201d, isso \u00e9 uma ofensa hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>S\u00f3 no Palmeiras, l\u00edder do Campeonato Brasileiro, s\u00e3o sete sul-americanos. Comp\u00f5em o elenco o colombiano Jhon \u00c1rias, os uruguaios Piquerez e Emiliano Martinez; os argentinos Fl\u00e1co Lopez e Agustin Glay e os paraguaios Gustavo Gomez e Sosa. No tem\u00edvel Flamengo, s\u00e3o sete: o argentino Rossi; o chileno Plugar; o equatoriano Plata; os uruguaios Arrascaeta, Varela e De La Cruz e o colombiano Carrascal. Meninos est\u00e3o em segundo plano nos \u201cPoderosos\u201d.<\/p>\n<p>O n\u00famero de jogadores de fora \u00e9 enorme no Corinthians, que sempre primou em \u201cpeneiras\u201d populares. A \u201clegi\u00e3o\u201d \u00e9 formada pelo holand\u00eas Memphis De Pay; o ingl\u00eas Jesse Lingard; o marroquino Zakaria Labyad; os argentinos Rodrigo Garro e Fabrizio Angileri; o peruano Andr\u00e9 Carillo e o uruguaio Pedro Milans. Sete ao todo, ocupando vagas que no passado seriam de garotos \u201cprata da casa\u201d.<\/p>\n<p>At\u00e9 no Santos de Neymar e Gabigol o pessoal sul-americano ganhou espa\u00e7o absurdo. Os argentinos Adonis Frias, Barreal, Escobar, Lautaro Diaz e Rolheiser e o venezuelano Tom\u00e1s Rinc\u00f3n t\u00eam a confian\u00e7a da comiss\u00e3o t\u00e9cnica. A esperan\u00e7a na nova gera\u00e7\u00e3o fica por conta de Robinho J\u00fanior, Bontempo e Gustavinho, que podem repetir as fa\u00e7anhas de outrora, dos eternos \u201cMeninos da Vila\u201d.<\/p>\n<p>As apostas simples, hoje em dia, n\u00e3o funcionam. O Interior deixou de revelar grandes jogadores e a v\u00e1rzea acabou sufocada pela expans\u00e3o imobili\u00e1ria e pelo crime organizado. Os fortes esquemas t\u00e1ticos passaram a dar vez para jogadores de pouca qualidade. Qualquer \u201cMeia Boca\u201d veste uma camisa e sai jogando. Basta correr feito louco e agradar os t\u00e9cnicos. Fazer o que eles mandam. Nisso, os estrangeiros s\u00e3o especialistas. Trabalham calados e quase n\u00e3o d\u00e3o trabalho. Est\u00e3o por cima e d\u00e3o as cartas. O pobre e talentoso atleta brasileiro ficou para tr\u00e1s, vencido pelo caprichoso mercado da bola. A modernidade foi implac\u00e1vel.<\/p>\n<p>E tenho dito!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz tempo que o jogador brasileiro deixou de ser a grande atra\u00e7\u00e3o nacional. Os \u201cgringos\u201d vieram com tudo e tomaram conta do peda\u00e7o. 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