{"id":9333,"date":"2026-02-20T17:11:24","date_gmt":"2026-02-20T20:11:24","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/?p=9333"},"modified":"2026-02-20T17:15:41","modified_gmt":"2026-02-20T20:15:41","slug":"que-saudade-do-camisa-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/2026\/02\/20\/que-saudade-do-camisa-10\/","title":{"rendered":"Que saudade do camisa 10&#8230;"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9334\" aria-describedby=\"caption-attachment-9334\" style=\"width: 1205px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9334\" src=\"http:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548.jpg\" alt=\"Roberto Rivellino na Copa de 1978\" width=\"1205\" height=\"825\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548.jpg 1205w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548-300x205.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548-1024x701.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2026\/02\/gazeta-press-foto-150548-768x526.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1205px) 100vw, 1205px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9334\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Acervo\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>O meia-esquerda \u00e9 um artigo raro no futebol, n\u00e3o s\u00f3 brasileiro como mundial. Grandes nomes fizeram nossa hist\u00f3ria. Zizinho, Zico, Rivellino, G\u00e9rson e Ademir Da Guia, que tinha p\u00e9 direito, mas atuava pela esquerda. Sem falar de Maradona, Zidane, Platini e tantos outros que encantaram o mundo da bola com estilos inconfund\u00edveis e toques de bola insinuantes. Geniais na arma\u00e7\u00e3o, precisos no arremate a gol, eles entraram para a hist\u00f3ria. Foram essenciais nos setores de cria\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de jogo, al\u00e9m de proporcionarem ao torcedor um futebol bem jogado, bonito de se ver. Nem precisa dizer que o maior deles todos foi Pel\u00e9, que era mais um finalizador do que uma cabe\u00e7a pensante no meio-campo.<\/p>\n<p>Com um futebol cada vez mais profissional e competitivo, infelizmente o romantismo e a m\u00edstica dos camisas 10 desapareceram. Hoje, as necessidades t\u00e1ticas prevalecem sobre a arte com a bola nos p\u00e9s. Todo mundo precisa marcar o advers\u00e1rio. \u00c9 mais importante \u201cdestruir\u201d do que \u201cconstruir\u201d. A capacidade t\u00e9cnica foi substitu\u00edda pelo condicionamento f\u00edsico. Trocaram a ast\u00facia pela for\u00e7a. Para os treinadores em geral, vale mais segurar o emprego do que fazer um trabalho marcante, que encante os olhos de todos. Os jogadores tamb\u00e9m se acomodaram. Encostaram o corpo. Dan\u00e7am conforme a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Outros treinadores mexem errado na garotada, mudando de posi\u00e7\u00e3o sem crit\u00e9rio. Foi o caso de Estevam, ex-Palmeiras e hoje no Chelsea. Ele come\u00e7ou nas equipes de base atuando como meia. Teve tanto destaque que ganhou o apelido de \u201cMessinho\u201d. Com o passar do tempo, foi parar na ponta-direita. Tamb\u00e9m virou mania esse neg\u00f3cio de cair pelas beiradas do campo, o que pode frustrar uma tend\u00eancia nata de um jogador em forma\u00e7\u00e3o. Ainda bem que Estevam se adaptou r\u00e1pido e deu sequ\u00eancia \u00e0 carreira sem problemas. Se o t\u00e9cnico Carlo Ancelotti precisar, pode ser \u00fatil at\u00e9 para a sele\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>As apostas s\u00e3o curtas. No Corinthians, l\u00e1 est\u00e1 o argentino Garro (veste a camisa 8 e, ali\u00e1s, marcou um gola\u00e7o contra o Athletico Paranaense pelo Brasileir\u00e3o). No Flamengo, o que se destaca mais \u00e9 Paquet\u00e1, esperan\u00e7a at\u00e9 para a sele\u00e7\u00e3o brasileira na Copa do Mundo. J\u00e1 pelos lados do S\u00e3o Paulo, essa fun\u00e7\u00e3o varia entre Luciano e Lucas, alimentando o artilheiro Carelli no ataque. O Palmeiras carece de grandes nomes no setor. Maur\u00edcio e Sosa dividem o fardo com pouco brilhantismo. Neymar deveria se encarregar da fun\u00e7\u00e3o no Santos, o que n\u00e3o\u00a0acontece por causa de seguidas contus\u00f5es e falta de ritmo de jogo.<\/p>\n<p>Na defesa ou no ataque, o meia-esquerda sobrevive ao tempo. Pelo menos no glamour. Jogadas inesquec\u00edveis ainda est\u00e3o na mem\u00f3ria. Lances de incr\u00edvel brilhantismo povoam os sonhos dos mais rom\u00e2nticos. Os momentos m\u00e1gicos ainda permanecem no ar. Dos antigos, as bel\u00edssimas lembran\u00e7as de uma \u00e9poca de ouro do futebol. Na atualidade, alguns lampejos isolados de um camisa 10 ou outro ainda chamam a aten\u00e7\u00e3o. O que importa, por\u00e9m, \u00e9 que o que est\u00e1 escrito n\u00e3o se apaga t\u00e3o f\u00e1cil. Virou hist\u00f3ria na mem\u00f3ria coletiva. Deixou cicatrizes para sempre.<\/p>\n<p>E tenho dito!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O meia-esquerda \u00e9 um artigo raro no futebol, n\u00e3o s\u00f3 brasileiro como mundial. Grandes nomes fizeram nossa hist\u00f3ria. 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