{"id":3570,"date":"2015-05-26T14:12:08","date_gmt":"2015-05-26T17:12:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/?p=3570"},"modified":"2015-05-26T14:13:29","modified_gmt":"2015-05-26T17:13:29","slug":"tecnico-de-futebol-trata-jogadores-como-criancas-e-paga-o-preco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/2015\/05\/26\/tecnico-de-futebol-trata-jogadores-como-criancas-e-paga-o-preco\/","title":{"rendered":"T\u00e9cnico de futebol trata jogadores como crian\u00e7as e paga o pre\u00e7o"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 427px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/s01.video.glbimg.com\/x240\/3391092.jpg\" width=\"427\" height=\"240\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">O Marlon Brando da bola nacional faz alerta importante sobre o &#8220;fator humano&#8221;, esquecido pelo futebol.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Assim falou Valdir Espinosa: &#8220;T\u00e9cnico de futebol no Brasil trata jogadores como crian\u00e7as e paga o pre\u00e7o&#8221;. Declara\u00e7\u00e3o foi dada nos bastidores do programa &#8220;Mesa Redonda&#8221;, da <strong>TV Gazeta<\/strong>, no \u00faltimo domingo. O velho e bom Marlon Brando da bola nacional fala com propriedade. Para ele, o tempo passa e ningu\u00e9m resolve um grave problema: o paternalismo. &#8220;Antigamente, o treinador se metia muito na vida particular dos jogadores. \u00c0s vezes com raz\u00e3o. Boa parte gostava de boemia&#8221;, lembra. &#8220;Agora, por\u00e9m, o mesmo acontece em outro n\u00edvel. Todos se transformaram escravos da tecnologia&#8221;, fuzilou sem pestanejar.<\/p>\n<p>Espinosa critica aqueles que, por meio de exames pr\u00e9vios, aconselham o treinador a poupar um e outro atleta, temendo rupturas musculares ou stress \u00f3sseo. &#8220;\u00c9 muito excesso de zelo. Futebol \u00e9 contato, choque. Contus\u00f5es acontecem e s\u00e3o imprevis\u00edveis. T\u00e9cnicos aceitam esses crit\u00e9rios, sacam jogadores importantes e prejudicam o conjunto da equipe&#8221;, analisou. Perfeito! Ou n\u00e3o foi exatamente assim a trag\u00e9dia do Corinthians no \u00faltimo m\u00eas? Poupa um, poupa outro; preserva fulano; descansa beltrano e leva chumbo do Guarani do Paraguai na Libertadores.<\/p>\n<p>&#8220;O pr\u00f3prio treinador cria um clima de terror, de medo, no elenco&#8221;, constatou. Tirando os oportunistas (os chinelinhos da vida), atletas ficam preocupados sim. Qualquer dorzinha, um espirro fora de hora, e vem aquela inseguran\u00e7a de atuar e estourar o m\u00fasculo. Me lembro do lateral-esquerdo Vladimir. Ele foi o jogador que mais vestiu a camisa do clube em jogos oficiais. Quase 900 vezes. Vladi me confessou ter jogado com gripe, com suspeita de fratura no bra\u00e7o, sem condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ideais. N\u00e3o tinha medo de cara feia e nem era pregui\u00e7oso. Sentia dores e nem falava nada. Queria jogar; e jogar; e jogar.<\/p>\n<p>E mais: tecnologia (programas de computador, engenhocas fisiol\u00f3gicas, n\u00fameros e estat\u00edsticas) serve como instrumento de trabalho, mais nada. N\u00e3o foram feitos para serem seguidos cegamente. E o fator humano, heim? &#8220;Que me interessa saber se o cara correu 9 quil\u00f4metros durante a partida? Rom\u00e1rio fica parado entre os beques e cansou de fazer gols e somar gl\u00f3rias&#8221;, sentenciou Espinosa.<\/p>\n<p>E assim caminham as parafern\u00e1lias da bola e a mediocridade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim falou Valdir Espinosa: &#8220;T\u00e9cnico de futebol no Brasil trata jogadores como crian\u00e7as e paga o pre\u00e7o&#8221;. 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