{"id":3523,"date":"2015-05-15T16:30:30","date_gmt":"2015-05-15T19:30:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/?p=3523"},"modified":"2015-05-15T19:39:25","modified_gmt":"2015-05-15T22:39:25","slug":"terror-nas-arquibancadas-prejudicam-corinthians-e-boca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/2015\/05\/15\/terror-nas-arquibancadas-prejudicam-corinthians-e-boca\/","title":{"rendered":"Terror nas arquibancadas prejudica Corinthians e Boca"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2633\" aria-describedby=\"caption-attachment-2633\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2014\/07\/ferrelli_640_mf.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2633\" alt=\"Foto: Marcelo Ferrrelli\/Gazeta Press\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/chicolang\/files\/2014\/07\/ferrelli_640_mf.jpg\" width=\"640\" height=\"230\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2633\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marcelo Ferrrelli\/Gazeta Press<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda est\u00e1 bem viva na mem\u00f3ria a emo\u00e7\u00e3o sentida. Abri a &#8220;<strong>Folha de S. Paulo<\/strong>&#8221; em um dia perdido de 1980 e li uma frase lapidar do finado jornalista Jos\u00e9 Roberto de Aquino: &#8220;Todos times t\u00eam uma torcida. O Corinthians \u00e9 uma torcida que tem um time&#8221;. Era a pura verdade. Os meus olhos marejaram no mesmo instante. Fiel era parceira, valente e estava com o Tim\u00e3o at\u00e9 morrer. Provou ser assim esperando um t\u00edtulo por 22 anos. Atuava como o &#8220;12\u00ba jogador&#8221;.\u00a0 Exalava bons flu\u00eddos das arquibancadas, outrora baratas e populares.<\/p>\n<p>No entanto, o cen\u00e1rio atual deixou de ser rom\u00e2ntico como naquele tempo. O perfil do uniformizado mudou. Muitos n\u00e3o trabalham e vivem para torcer. Transformaram a po\u00e9tica vibra\u00e7\u00e3o de antigamente em uma profiss\u00e3o informal. A guerra entre esses senhores passou dos limites dos est\u00e1dios. Cem fam\u00edlias (de todos os clubes) j\u00e1 choraram &#8220;guerreiros&#8221; mortos nos \u00faltimos 30 anos. A Gavi\u00f5es da Fiel superou-se. Teve integrantes envolvidos na morte do menino boliviano Kelvin Espada em 2013, em Oruro. Por isso mesmo, clube sofre retalia\u00e7\u00e3o na Conmebol nos bastidores. Ser\u00e1 dif\u00edcil ser campe\u00e3o outra vez na Libertadores. Ferida do \u00f3dio sempre demora para cicatrizar.<\/p>\n<p>Na quinta-feira, a torcida do Boca agiu violentamente atingindo com g\u00e1s de pimenta jogadores do River Plate, na segunda partida das Oitavas da competi\u00e7\u00e3o. Resultado: a Conmebol deve anunciar a qualquer momento a elimina\u00e7\u00e3o do ex-clube de Maradona, Riquelme e Tevez, indicando o River como advers\u00e1rio do Cruzeiro (despachou o S\u00e3o Paulo). Ou seja, a equipe de melhor campanha na fase classificat\u00f3ria do torneio ser\u00e1 desclassificada por causa de um imbecil, aloprado, man\u00edaco, que de repente resolveu &#8220;entrar em campo&#8221; e definir a vaga.<\/p>\n<p>Desta vez, ningu\u00e9m morreu. Gavi\u00f5es ainda det\u00e9m o recorde dos recordes da estupidez. Os fan\u00e1ticos do Boca, por\u00e9m, atrapalharam o clube da mesma forma. Esse tipo de &#8220;amor&#8221;, de &#8220;dedica\u00e7\u00e3o&#8221; n\u00e3o serve. Torcida existe para vibrar, empurrar a equipe, dar sustenta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica na hora &#8220;h&#8221;, quando o futebol e a fadiga se acotovelam na exaust\u00e3o m\u00e1xima da disputa esportiva.<\/p>\n<p>Torcida uniformizadas de Corinthians e Boca, hoje, s\u00e3o um fardo. Pesam contra. Querem ser maiores do que o clubes. E caem na delinqu\u00eancia, agem fora da Lei, fazem justi\u00e7a com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Para eles, o futebol \u00e9 guerra. O profissionalismo dentro de campo n\u00e3o existe. \u00c9 fac\u00e7\u00e3o A contra B. Lembram sem d\u00favida a forma de pensar de alguns fundamentalistas isl\u00e2micos em rela\u00e7\u00e3o a Maom\u00e9. N\u00e3o deixa de ser um tipo de &#8220;terrorismo&#8221;. Um &#8220;buling&#8221; coletivo.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o eles para impor a dor sobre o amor? Agem sem a menor civilidade. Matam e morrem por um s\u00edmbolo. Corinthians e Boca, ou qualquer outro clube do planeta, s\u00e3o entidades criadas para divers\u00e3o, para o laser, passando longe de outra finalidade qualquer. Esses fan\u00e1ticos animalesco misturaram o real e o simb\u00f3lico. Transformaram princ\u00edpios da paz em ditames de guerra. Perderam as refer\u00eancias sociais, humanas, cegos por uma paix\u00e3o desenfreada.<\/p>\n<p>E quem sofre com essa afetividade descontrolada e agressiva? Os clubes, claro. A Conmebol est\u00e1 na &#8220;captura&#8221; do Tim\u00e3o. &#8220;Das Oitavas n\u00e3o passar\u00e1 jamais&#8221;, sentenciaram na calada da noite. Agora, deve agir da mesma forma com o Boca.<\/p>\n<p>Antes rom\u00e2nticas e teatrais, hoje b\u00e9licas e mortais. Obrigado por nada. Esse tipo de torcida cheira c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>E assim caminha a mediocridade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda est\u00e1 bem viva na mem\u00f3ria a emo\u00e7\u00e3o sentida. Abri a &#8220;Folha de S. 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