Futebol volta às raízes no Brasileirão

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

O futebol brasileiro está voltando às raízes nesse começo de Campeonato Brasileiro. Até essa quarta-feira, na quinta rodada, foram marcados 128 gols em 46 partidas. Isso mostra uma tendência bastante ofensiva por parte das equipes que disputam a competição, coisa que não vinha acontecendo nos últimos tempos. Técnicos preferiam esquemas táticos defensivos. Assim, ficava difícil para os artilheiros balançarem as redes adversárias. Quem ganha com isso é o espetáculo. Ficou mais empolgante e agradável de se ver.

Alguns investiram em contratações de peso para a temporada e, até agora, tudo está dando muito certo. Exemplo de Jhon Arias, do Palmeiras. Colombiano comeu a bola na vitória diante do Botafogo (2 a 1) e fez um golaço. Ele custou os olhos da cara (25 milhões de euros) e os dirigentes esperavam um bom retorno. A resposta veio rápida e certeira.

Ao lado dele, também brilha Andreas Pereira, o “rei do passe” no Verdão. Foram sete assistências até agora, deixando os companheiros na cara do gol. O arco e a flecha do time. Não é por acaso ter o Palmeiras assumido a liderança do torneio. E ainda tem Flaco López e Vitor Roque, se precisar. O palmeirense é seguido por Danilo, do Botafogo (5 lances); e Patrick de Paula, do Remo, com 2.

Na artilharia, a disputa começou “quente”. Carlos Vinícius, do Grêmio, disparou na frente com 5 gols; seguido por Danilo, do Botafogo, também com 5 tentos. O são-paulino Calleri vem em terceiro lugar. Deixou a sua marca 4 vezes. O gremista segue em um ritmo alucinante. Em 2025, foi artilheiro do Brasileirão com 12 gols ao lado de Yuri Alberto, do Corinthians. Virou o ano embalado e com fome de bola. Não tem medo da cara feia dos zagueiros.

Em termos disciplinares, está tudo sob controle. Gabriel Girotto, do Bragantino, levou 4 cartões amarelos. Logo atrás vêm Thiago Henrique, do Vasco da Gama, também com 4, e Alan Marques, do Botafogo, com 3. Foram apenas três vermelhos, para Canobbio, do Fluminense; Alexander Barbosa, do Botafogo, e Alix Vinícius, do Bragantino. Jogadores estão mais a fim de jogar bola do que ficar perturbando a arbitragem, que está se saindo bem na maioria das vezes.

O grande número de gols no Campeonato Brasileiro abre o leque de convocações para o técnico Carlo Ancelotti, da Seleção Brasileira. O jogador brasileiro é bom na criação de jogadas e especialista em “beijar” as redes, em qualquer disputa. Nada deve para quem atua no exterior.

Resta apenas o treinador italiano voltar os olhos para os goleadores e armadores nacionais e não ficar apenas chamando atacantes e meias de fora. Todos precisam de uma oportunidade para desfilar seu talento. Brasileirão também serve como “peneira” e não deve ser ignorado por ninguém. Em ano de Copa, pequenos detalhes fazem a diferença. Quem atua no Brasil merece respeito.

E tenho dito!