Neymar e Hugo Souza ficaram fora da última convocação da Seleção Brasileira, é verdade, mas esse tipo de injustiça é muito comum com os craques de destaque no futebol brasileiro. Não é só o técnico Carlo Ancelotti, teimoso e de “cabeça dura”. Treinadores brasileiros antes dele também se mostraram carrancudos e não quiseram renunciar às suas convicções mais profundas. Talvez isso explique o insucesso nas últimas Copas. Com exceção das conquistas de 1994, nos Estados Unidos, e de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, foi uma grande coleção de fracassos.
Até agora não dá para entender por que Romário não foi chamado por Felipão em 2002. O Baixinho estava comendo a bola. O penta amenizou o erro. Em 2014, esqueceu Ronaldinho Gaúcho. O meia já estava em fim de carreira, mas tinha muita lenha para queimar. Comandou o Atlético-MG naquele ano na Libertadores.
O “Mestre” Telê Santana não teve a mesma sorte. Perdeu as duas Copas que disputou e cometeu injustiças. Em 1982, não levou Leão, o melhor goleiro do país, e, em 1986, menosprezou o irreverente Renato Gaúcho. Os dois fizeram uma tremenda falta: um pelas defesas e outro pelo faro de gol.

Dunga também foi decepcionante. Cortou Adriano Imperador na última hora na Copa de 2010, sem grandes explicações. O centroavante estava tinindo. No mesmo ano, ficou com receio de apostar na dupla de garotos surgida no Santos. Deixou de lado nada menos do que Neymar e Ganso. Os jovens poderiam ter feito a diferença. Mesmo Parreira pisou na bola. Foi tetra em 1994, mas “esqueceu” a dupla infernal do Palmeiras formada por Edmundo, “O Animal”, e o artilheiro Evair. Deslize que poderia ter comprometido todo um trabalho.
Sebastião Lazaroni pecou feio. Em 1990, Neto carregou o Corinthians nas costas e deu o primeiro título brasileiro para o clube. Estava em plena forma física e técnica. Ficou fora sem explicações. O polêmico treinador ainda “sepultou” a camisa 10 consagrada por Pelé. Não fazia diferença para ele. Por falta de opção, acabou ficando com Silas. Uma ofensa às tradições. Tite também teve lá seu deslize. Em 2018, faltou coragem para chamar o hoje “aposentado” Luan. Afinal, ele se consagrou como “Mister América” com um futebol de alto nível na época.
Como se vê, todo mundo tem culpa no cartório quando o assunto é injustiça em convocação para a seleção. Falta de critério, convicções extremas e até incompetência levam a erros históricos. Tomara que Ancelotti seja mais maleável nas próximas convocações e dê chance para quem sabe jogar bola e não apenas correr feito louco em campo. Toda vez que o futebol-arte foi respeitado, o Brasil levou. Não vai ser diferente no próximo Mundial.
E tenho dito!
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