Qual a tática preferida do seu time?

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Os técnicos do futebol brasileiro vivem utilizando táticas mirabolantes. As mais comuns são o tradicional 4-4-2, o ousado 4-3-3 e os agressivos 4-3-4 e 4-1-4-1. Não esquecendo os conservadores como o 4-5-1, o 3-5-2, o 4-2-3-1 e o estranho 3-6-1, com os times mais na retranca. As grandes equipes optam por esquemas mais abertos, em sentido vertical ao gol adversário na busca de placares positivos, seja em casa ou fora. Os de menor expressão preferem se defender, tirando espaços e fechando a “casinha”.

Palmeiras e Flamengo gostam de atacar. Não tem como ser diferente. A qualidade individual de seus jogadores é gritante em relação aos outros clubes. Fica complicado enfrentar De Arrascaeta, Paquetá, Bruno Henrique e Pedro. Claro que Jhon Arias, Flaco López, Vitor Roque e Maurício não devem nada para ninguém, embora nenhum deles seja fora de série. São equipes bem armadas e organizadas por Leonardo Jardim e Abel Ferreira. Passam muita confiança com a bola no pé, além de entrosamento. Jogadores estão juntos faz tempo, o que ajuda muito.

Também dá para usar vários esquemas táticos em um só jogo. O Corinthians de Dorival Júnior costuma sair no 4-4-2 e depois vira para o 3-5-2. O técnico até pediu para a diretoria renovar com Angileri, que atua como lateral e zagueiro pela esquerda. Agora, com Roger Machado (substituindo Hernan Crespo), o São Paulo tende a ser conservador, embora tenha jogadores bem ofensivos, como Luciano, Calleri e Lucas. Já o Santos de Vojvoda aposta no 4-2-3-1. Tem Neymar lá na frente e mais dez, que vão correr e marcar por ele.

A tendência das outras equipes vai na linha de Dorival Júnior. Ou seja, mesclar esquemas para garantir um resultado positivo. É necessário muito fôlego para disputar o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil, quem sabe o Intercontinental. Seja lá qual for a tática utilizada, a temporada promete.

Os campeonatos estão dinâmicos e bastante equilibrados. Nada vai ser definido antes da hora. Serão rodadas disputadas palmo a palmo do campo, fazendo justiça à grande expectativa de todos. Técnicos e jogadores brasileiros nada devem para profissionais de outras praças, inclusive a nível internacional. Uma “guerra tática” na temporada. Muitas emoções vêm aí. Preparem o coração.

E tenho dito!