
Eles são a mais nova sensação do futebol brasileiro. Formam uma dupla de ataque do barulho. Tanto que fizeram a jogada do título do Palmeiras no segundo gol contra o Novorizontino. Um escorou de cabeça para dentro da área; outro, tocou fácil para o fundo das redes (2 a 1). Flaco López e Vitor Roque encantam com um futebol vertical, sempre em busca do gol adversário. Provaram para o teimoso técnico Abel Ferreira que podem e devem jogar juntos. Quando isso aconteceu, nunca mais se separaram.
Vencer o Paulistão foi apenas o começo de uma caminhada brilhante. Cada um tem características próprias. Flaco é alto, tem uma boa impulsão e faz muitos gols de cabeça. Sabe fazer a função de segundo atacante e até de meia. Vitor é um “tanque”. A força física é sua principal arma. Dono de um arranque sensacional , muita velocidade e boa colocação dentro da área. Como o Verdão disputa o Campeonato Brasileiro, a Libertadores e a Copa do Brasil, podem repetir as boas atuações que tiveram até agora no restante da temporada.
Tanto um quanto outro estão na mira das seleções de seus países para a próxima Copa do Mundo. Na última convocação do técnico Carlo Ancelotti, o Tigrinho foi convocado. Esteve nos amistosos contra Tunísia (1 a 1) e Senegal (2 a 0). Quer dizer, compôs o grupo ao lado de jogadores que atuam em grandes times da Europa. Um bom sinal. Flaco, por sua vez, foi chamado pelo treinador da Argentina, Lionel Scaloni. Dividiu concentração com o consagrado Messi, o que foi um prêmio para o entusiasmado garoto. Se não for nesse Mundial, com certeza irá figurar em futuras listas por ser um atacante diferenciado.
O que não devem fazer é “trair” o Palmeiras. Quer dizer, trocar um clube onde estão tendo total visibilidade e aceitar qualquer proposta europeia ou de outros centros. Não estão no momento da carreira para isso. Precisam deixar as coisas acontecerem naturalmente. O Verdão é uma “vitrine” de respeito. Disputa os principais campeonatos do Brasil e Sul-Americanos também. Fez um bom papel no Mundial de Clubes e pode repetir a dose no Intercontinental no final do ano. Precisam de trabalho e paciência.
O destino ainda vai sorrir muito para Flaco López e Vitor Roque.
E tenho dito!