Neymar e Hugo foram injustiçados na convocação

Foto: PABLO PORCIUNCULA/AFP

Bem que dizem nos bastidores que o técnico Carlo Ancelotti é meio cabeça dura. Quando cisma com uma coisa, não há quem o faça mudar de ideia. Para os amistosos contra França, no dia 26 em Boston, e a Croácia, no dia 31 em Orlando, nos Estados Unidos, a régua foi 100% de preparo físico. Segundo o treinador, serão jogos muito intensos e todo mundo deve estar na ponta dos cascos. A tão esperada convocação de Neymar, do Santos, ficou para outra vez. Pelo menos foi o que deixou no ar o sisudo treineiro. Se estiver bem fisicamente, vai para a Copa. Senão, já era. Esse é o ponto forte da escola europeia. Vale a intensidade, menosprezando a arte com a bola nos pés.

Outra ausência sentida na lista foi Hugo Souza, do Corinthians. O goleiro vem apresentando boas atuações e sonhava com uma vaga no grupo. Afinal de contas, vamos combinar que Alisson (do Liverpool) vai para o seu terceiro Mundial e ainda ficou devendo aquela “defesa salvadora”. Bento e Ederson estão tendo atuações apagadas no Al-Nassr e no Fenerbahçe e poderiam ser preteridos. Em compensação, foi justo em chamar Léo Pereira, do Flamengo. O zagueiro vem jogando o fino da bola, inclusive marcando gols, e merecia uma oportunidade.

Os outros brasileiros, casos de Alex Sandro e Danilo, também do Flamengo, e do meio-campista do Botafogo Danilo vão compor elenco e esperar a vez. De resto, Ancelotti resolveu apostar nos jogadores da Europa e de outros centros, como já aconteceu em outras convocações. Um ponto positivo em meio a tanta mesmice acabou sendo o retorno de Endrick e a aposta em Rayan. Os dois meninos vêm tendo atuações de destaque no Lyon, da França, e no Bournemouth, da Inglaterra. Boa hora para observá-los de perto.

O negócio, então, é confiar na turma de sempre: Casemiro e Matheus Cunha, do Manchester United; Martinelli, do Arsenal; João Pedro, do Chelsea; Luiz Henrique, do Zenit; Raphinha, do Barcelona; e Vinícius Júnior, Real Madrid, sempre muito irregular na Seleção, para citar os principais. Fica a esperança do italiano ser mais flexível daqui para frente e deixar as convicções mais radicais de lado. A escola europeia é forte, porém não se sagrou pentacampeã e nem apesenta um futebol moleque, cheio de jogo de cintura e graça. Um encanto para os olhos de quem ama o futebol.

E tenho dito!