O Anjo executor do Corinthians

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

Ele consegue arrancar suspiros e elogios, mas acumula críticas severas. Para uns é um craque de bola e, para outros, um perna-de-pau. A fama, porém, é de artilheiro nato, como vem comprovando ao longo dos últimos anos com a camisa do Corinthians. Seu nome é sinônimo de gol: Yuri Alberto. Nas últimas três conquistas corintianas, teve participação decisiva. Marcou gols em todas elas: no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil e, agora, na Supercopa do Rei.

Aos 25 anos de idade, com 1,83m de altura, é um impetuoso goleador. Tem presença de área, fazendo muitos gols de cabeça. Seu forte também são as arrancadas pelos lados do campo, criando possibilidades para as descidas dos laterais, no caso Matheus Bidu e Matheuzinho. Parece um anjo executor de adversários, sem dó nem piedade dos “inimigos”.

O técnico Dorival Júnior sabe utilizá-lo muito bem. Sempre lhe deu apoio nas horas mais difíceis e nunca desistiu de recuperá-lo. E Yuri correspondeu com dedicação e esforço. Um batalhador incansável que se identifica com milhões de torcedores corintianos, lutando para sobreviver em uma sociedade nem sempre justa e igualitária. É a identificação com o “sofredor”, como aquele que se arrasta para chegar à glória da conquista.

Com toda uma temporada pela frente, Yuri começou o ano com o pé direito e aumenta as expectativas da Fiel torcida em novas e outras conquistas, sendo o protagonista de todas elas. Afinal, ao seu lado estão jogadores de qualidade, como Memphis Depay, Garro e Carillo, três gigantes em campo. Leve como uma pena, mortal como uma flecha, Yuri está pronto para “guerra”, para encarar os zagueiros adversários com raça, garra e espírito de luta. Se não for assim, não é Corinthians.