Corinthians patina

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Dono da melhor campanha em um primeiro turno na história do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, o Corinthians é uma decepção no segundo. Ganhou apenas três dos 12 pontos disputados até aqui. A queda de rendimento é visível, especialmente de jogadores que fazem a criação do time, casos de Rodriguinho e Jadson. E a queda na tabela só não acompanha os resultados porque os rivais também têm patinado, vide Grêmio no Rio contra o Vasco e o Palmeiras em Minas contra o Atlético (pelas circunstâncias, ótimo resultado para o Verdão) nesta rodada. No clássico de hoje, o Corinthians até que criou certa dificuldade para o goleiro Vanderlei, mas viu o rival explorar com mais eficiência os contra-ataques e assim construir o justo placar na Vila Belmiro. Não fosse Cássio, o time anfitrião já teria terminado o primeiro tempo em vantagem. Para os corintianos fica cada vez mais claro que o campeonato está aberto, embora muito mais próximo do clube de coração do que para os outros. Já para o Santos, de certa forma vivo na briga pelo título, o efeito maior da vitória de hoje está no espírito da equipe para o jogo de quarta pela Libertadores no Equador. O Peixe vai com moral alto pra encarar o Barcelona sonhando alto. A fase é de quartas-de-final, mas o título é um sonho possível.

3 comentários

  1. O Corinthians foi bem no primeiro turno porque jogava retrancado e aproveitava as chances que apareciam. Quem jogava, na verdade, eram os adversários; o Corinthians apenas se segurava e dançava conforme a música. Na hora em que o time tem que propor jogo, se ferra, até mesmo em casa contra times na zona do rebaixamento. Os adversários descobriram que o Corinthians não tem competência para propor o jogo, também não consegue furar esquemas defensivos bem armados e exploram esta deficiência. O time tem que voltar a jogar do jeito que sabe e pode. Zero a Zero tá de bom tamanho e Um a Zero é goleada. As duas derrotas em casa para times na zona de rebaixamento podem ter custado o campeonato. Não só pelo aspecto matemático, mas também pelo psicológico. Não custa lembrar: o SPFC, futuro adversário, está na zona do rebaixamento. Nova derrota anunciada?

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