{"id":67,"date":"2022-08-30T22:24:35","date_gmt":"2022-08-30T22:24:35","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/?p=67"},"modified":"2022-08-31T12:34:16","modified_gmt":"2022-08-31T12:34:16","slug":"var-erro-claro-obvio-ou-somente-erro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/2022\/08\/30\/var-erro-claro-obvio-ou-somente-erro\/","title":{"rendered":"VAR \u2013 \u201cerro claro, \u00f3bvio\u201d ou somente \u201cerro\u201d?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_68\" aria-describedby=\"caption-attachment-68\" style=\"width: 2047px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-68\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k.jpg\" alt=\"\" width=\"2047\" height=\"1365\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k.jpg 2047w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/08\/52313757999_40f72ebe29_k-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 2047px) 100vw, 2047px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68\" class=\"wp-caption-text\">Cruzeiro lidera a S\u00e9rie B do Campeonato Brasileiro (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Staff Images)<\/figcaption><\/figure>\n<p>VAR \u2013 \u201cerro claro, \u00f3bvio\u201d ou somente \u201cerro\u201d?<\/p>\n<p>S\u00e9rie-B \u2013 Lances pol\u00eamicos \u2013 26\u00aa rodada \u2013 26 e 27\/08\/22<\/p>\n<p>Antes de analisar os lances da indicada rodada, observaremos o aspecto relacionado com a filosofia do <strong>VAR<\/strong>, sobre \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>O sentido de \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d, n\u00e3o se relaciona, necessariamente, com <strong>erro grosseiro, erro absurdo<\/strong>, mas, apenas, com a certeza de que um erro foi cometido, ainda que sutil.<\/p>\n<p>Tanto \u00e9 assim que um erro em lance de impedimento de um (01) cent\u00edmetro, que \u00e9 sutil, caracteriza um \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d. Por igual, um erro relativo a uma infra\u00e7\u00e3o de m\u00e3o deliberada, ainda que sutil, por exemplo, se a m\u00e3o\/bra\u00e7o estiver pr\u00f3xima do corpo do infrator, se detectada pelo<strong> VAR<\/strong>, caracteriza \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Desse modo, essa s<strong>uposta nova concep\u00e7\u00e3o<\/strong> de que, agora, o objetivo do <strong>VAR<\/strong> n\u00e3o seria mais o de corrigir somente os \u201cerros claros, \u00f3bvios\u201d, mas simplesmente os \u201cerros\u201d, n\u00e3o faz qualquer sentido, pois \u00e9 puro jogo de palavras de quem nem sabe o sentido das palavras, nem compreende a filosofia do<strong> VAR.<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sendo assim, seria o mesmo que dizer que o <strong>VAR<\/strong>, de agora em diante, poderia atuar em lances \u201cmais ou menos errados\u201d; \u201cmais ou menos certos\u201d, correspondendo \u00e0 conclus\u00e3o de que todo o processo do <strong>VAR<\/strong>, daqui para frente, se destinaria a dar uma segunda oportunidade ao \u00e1rbitro.<\/p>\n<p>Erro \u00e9 erro. Assim, a express\u00e3o \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d \u00e9 apenas um refor\u00e7o de linguagem para que o <strong>VAR<\/strong> s\u00f3 atue quando tiver certeza, com base na regra e nas imagens, de que um \u201cerro\u201d foi cometido, independentemente de ser grosseiro ou sutil, jamais, portanto, no sentido de que o VAR s\u00f3 possa atuar em caso de erro grosseiro.<\/p>\n<p>Reforce-se que se o lema do <strong>VAR<\/strong> fosse apenas corrigir \u201cerro\u201d, em lugar de corrigir \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d nada se modificaria, salvo se se concebesse (n\u00f3s n\u00e3o!) que um erro poderia n\u00e3o ser um erro ou, at\u00e9, que poderia ser um acerto; ou que um acerto poderia n\u00e3o ser um acerto ou, at\u00e9, que poderia ser um erro!<\/p>\n<p>Mudar ou n\u00e3o o slogan do <strong>VAR<\/strong> de \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d para \u201cerro\u201d, nada modifica.<\/p>\n<p>Sendo assim, vale dizer que os lemas \u201c<strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>\u201d, ou apenas \u201cerro\u201d n\u00e3o teria qualquer influ\u00eancia no limite de interven\u00e7\u00e3o do <strong>VAR<\/strong>. \u00c9 que tal limite decorre da aus\u00eancia de diretriz clara, segura, que deveria ter sido dada desde o in\u00edcio do processo pela pr\u00f3pria FIFA, conquanto a exist\u00eancia do monitor, que se destina a lances de interpreta\u00e7\u00e3o, seja um obst\u00e1culo quase que intranspon\u00edvel para uma orienta\u00e7\u00e3o segura, uniforme e, mais do que isso, para que todos os VAR\u2019s a sigam, porquanto a d\u00favida entre ser intervencionista e ser<strong> omisso<\/strong>, sobre lances de interpreta\u00e7\u00e3o, que o <strong>VAR<\/strong> respons\u00e1vel sente \u00e9 muito elevada. Por isso, continuaremos com interven\u00e7\u00f5es indevidas e com omiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Conclusivamente, pois, o<strong> VAR<\/strong> s\u00f3 deve atuar quando tiver certeza de \u201cerro\u201d da arbitragem, pois, havendo certeza, o \u201cerro\u201d ser\u00e1 \u201cclaro, \u00f3bvio\u201d.<\/p>\n<p>Agora, passemos aos lances que merecem registro.<\/p>\n<p><strong>Jogo 1 \u2013 Cruzeiro X N\u00e1utico \u2013 Expuls\u00e3o com CV direto de Jo\u00e3o Paulo Santos, do N\u00e1utico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplo a ser seguido.<\/strong><\/p>\n<p>A expuls\u00e3o do indicado jogador do N\u00e1utico, com Cart\u00e3o Vermelho direto, por golpear o rosto de seu advers\u00e1rio, Sr. Luvannor Henrique Silva, \u00e9 exemplo a ser seguido.<\/p>\n<p>Com efeito, em lugar de considerar que o golpe foi dado com o antebra\u00e7o e n\u00e3o com o cotovelo, como erroneamente t\u00eam sido<\/p>\n<p>interpretados os lances da esp\u00e9cie, Rodolfo Toski Marques-PR analisou apenas o fato de o atleta expulso haver assumido o risco de lesionar o advers\u00e1rio, que j\u00e1 era o bastante, somando-se a circunst\u00e2ncia de o golpe ter sido dado no rosto de Luvannor. A parte atingida \u00e9 mais importante do que a parte com que se atinge e a viol\u00eancia como se o faz. A a\u00e7\u00e3o foi de clara brutalidade.<\/p>\n<p>Desse modo, restaram caracterizados o jogo brusco grave e a for\u00e7a excessiva.<\/p>\n<p>Expuls\u00e3o correta e que, tamb\u00e9m corretamente, foi respeitada pelo VAR, Vinicius Furlan-SP.<\/p>\n<p>Assim, a Comiss\u00e3o de Arbitragem da CBF, se deseja coibir a viol\u00eancia, deve adotar este exemplo como padr\u00e3o e instruir seus \u00e1rbitros.<\/p>\n<p>Somente com puni\u00e7\u00f5es justas \u00e9 que a viol\u00eancia no futebol pode ser evitada, tanto pelos \u00e1rbitros, como pelo Eg. STJD.<\/p>\n<p><strong>Jogo 2 \u2013 Guarani X Tombense \u2013 Gol irregular do Guarani<\/strong><\/p>\n<p><strong>Exemplo a n\u00e3o ser seguido.<\/strong><\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o do gol do Guarani, em claro impedimento, ao contr\u00e1rio da expuls\u00e3o acima, \u00e9 exemplo a n\u00e3o ser seguido.<\/p>\n<p>Com efeito, o goleiro do Tombense praticou uma clara, indiscut\u00edvel mesmo a\u00e7\u00e3o de defesa deliberada, que n\u00e3o se descaracterizou pelo fato de ter sido feita em dois tempos, ou seja, parcialmente e depois de modo definitivo, sendo certo que a segunda a\u00e7\u00e3o foi no mesmo e efetivo contexto da defesa de sua meta.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi outra raz\u00e3o que a regra incluiu o fato de a bola estar pr\u00f3xima da meta como uma extens\u00e3o da denominada defesa deliberada, o que, obviamente, alterou o conceito inicial da regra,<\/p>\n<p>que limitava tal defesa deliberada ao fato de a bola ir na dire\u00e7\u00e3o da meta.<\/p>\n<p>O que houve, aqui, seguramente, n\u00e3o foi o desconhecimento da regra, mas, sem d\u00favida, da ess\u00eancia do futebol.<\/p>\n<p>Erraram, portanto, e, desculpem, muito feio, o \u00e1rbitro, Jefferson Ferreira Moraes; o AA-1 Leone Carvalho Rocha; o VAR Heber Roberto Lopes; o AVAR Eder Alexandre e, porque este \u00e9 o atual sistema de atua\u00e7\u00e3o definido pela Comiss\u00e3o de Arbitragem, a Observadora Ana Paulo Oliveira, que, no m\u00ednimo, haveria de questionar, por estas ou com outras palavras: \u201cOs senhores est\u00e3o seguros de que a segunda a\u00e7\u00e3o do goleiro n\u00e3o fez parte da defesa deliberada?\u201d.<\/p>\n<p>Para finalizar e revelar a inconsist\u00eancia de tal interpreta\u00e7\u00e3o, pode-se perguntar: Se o gol n\u00e3o fosse assinalado, o \u00e1rbitro deveria marcar tiro livre indireto contra o goleiro por jogar a bola ap\u00f3s ter feito a primeira defesa, ou seja, o goleiro teria \u201cbatido roupa\u201d deliberadamente e assim ficado sem possibilidade de voltar a jogar a bola com as m\u00e3os?<\/p>\n<p>Assim como o lance anterior deve servir de modelo, este deve ser base para a Comiss\u00e3o realinhar o conceito de defesa deliberada, ao menos com os \u00e1rbitros envolvidos no lance, por n\u00e3o ser cr\u00edvel que haja d\u00favida em todo o grupo.<\/p>\n<p>Ambos os lances podem ser vistos no portal da CBF, em \u201cArbitragem\u201d, \u201cAn\u00e1lises do VAR\u201d, com a vantagem de se poder ouvir os di\u00e1logos travados.<\/p>\n<p><strong>Ao leitor, a palavra final.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VAR \u2013 \u201cerro claro, \u00f3bvio\u201d ou somente \u201cerro\u201d? 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