{"id":168,"date":"2023-03-30T19:02:41","date_gmt":"2023-03-30T19:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/?p=168"},"modified":"2023-03-30T19:02:41","modified_gmt":"2023-03-30T19:02:41","slug":"alteracoes-nas-regras-do-futebol-2023-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/2023\/03\/30\/alteracoes-nas-regras-do-futebol-2023-2024\/","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es nas regras do futebol &#8211; 2023\/2024"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_169\" aria-describedby=\"caption-attachment-169\" style=\"width: 640px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-169\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/wiltonpereira3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"392\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/wiltonpereira3.jpg 640w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/wiltonpereira3-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-169\" class=\"wp-caption-text\">Foto: AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando uma norma n\u00e3o respeita a ess\u00eancia da mat\u00e9ria que disciplina o resultado de sua aplica\u00e7\u00e3o dificilmente ser\u00e1 positivo.<\/p>\n<p>Por meio da Circular n\u00ba 27, de 23\/03\/2023, a Ifab (International Football Association Board), que \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pelas regras do futebol, divulgou as altera\u00e7\u00f5es realizadas para o indicado per\u00edodo e prestou esclarecimentos sobre as regras vigentes.<\/p>\n<p>Algumas dessas altera\u00e7\u00f5es ou esclarecimentos merecem an\u00e1lises, tanto para dirimir d\u00favidas e afastar vis\u00f5es distorcidas, como para demonstrar que a Ifab nem sempre cumpre seu papel com pleno acerto, em especial porque, ao tratar de determinadas mat\u00e9rias, desconsidera a ess\u00eancia do futebol, podendo produzir efeito ou entendimento equivocado.<\/p>\n<p>Vamos a algumas das altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p><strong>a) Regra 3 \u2013 OS JOGADORES \u2013 Gols marcados com pessoa n\u00e3o autorizada no campo de jogo<\/strong><\/p>\n<p>Nessa altera\u00e7\u00e3o a Ifab corrigiu seu imperdo\u00e1vel erro de raiz e que feria a ess\u00eancia do jogo e da vida: a repara\u00e7\u00e3o de um dano deve ser proporcional ao preju\u00edzo causado. Ali\u00e1s, expressamos por escrito nosso entendimento quando o dispositivo ora corrigido foi introduzido na regra, pois, \u00e0 \u00e9poca, \u00e9ramos representante da Conmebol e da CBF na Ifab.<\/p>\n<p>O certo, agora, \u00e9 que um gol marcado com a presen\u00e7a em campo de uma pessoa n\u00e3o autorizada s\u00f3 ser\u00e1 anulado se essa pessoa interferir no desenvolvimento do jogo. Com isto foi afastada a incab\u00edvel norma de anular-se um gol pela simples presen\u00e7a de uma pessoa extra no campo, ainda que sem qualquer interfer\u00eancia no desenvolvimento do jogo e, pior ainda, com a\u00a0possibilidade de se marcar at\u00e9 um tiro penal contra a equipe da pessoa extra.<\/p>\n<p>Vale recordar a controv\u00e9rsia gerada no jogo entre Atl\u00e9tico-MG e Palmeiras, pela Copa Libertadores de 2021, no gol de empate do Palmeiras, que, para alguns, deveria ter sido anulado, apenas porque um jogador do Palmeiras, que n\u00e3o estava jogando, simplesmente colocou seu p\u00e9 dentro do campo, sem, pois, ainda que minimamente, ter interferido no jogo.<\/p>\n<p>Felizmente, o \u00e1rbitro n\u00e3o viu tal fato e n\u00e3o anulou o gol, que teria sido ilegal de acordo com a equivocada regra ent\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>Agora, repita-se, felizmente, a Ifab corrigiu seu imperdo\u00e1vel erro. Antes tarde do que nunca!<\/p>\n<p><strong>b) REGRA 7 \u2013 DURA\u00c7\u00c3O DA PARTIDA \u2013 comemora\u00e7\u00e3o de gols<\/strong><\/p>\n<p>Em que pese as normas deverem ser o mais claro poss\u00edvel, neste ponto a Ifab \u201cchoveu no molhado\u201d e, talvez, provoque uma interpreta\u00e7\u00e3o distorcida. De fato, pois, pela ess\u00eancia da regra, toda paralisa\u00e7\u00e3o significativa do jogo deve ser acrescida ao final de cada tempo. Ora, sendo assim, ao destacar as comemora\u00e7\u00f5es de gols, a Ifab est\u00e1 assumindo o risco de os \u00e1rbitros desconsiderarem as comemora\u00e7\u00f5es normais e acrescentarem todos os per\u00edodos correspondentes, gerando fuga da ess\u00eancia do jogo, pois as comemora\u00e7\u00f5es normais, como, ali\u00e1s, a regra deixa entendido, n\u00e3o devem gerar acr\u00e9scimos.<\/p>\n<p>Nesse passo, recorda-se que os p\u00eanaltis marcados, sobretudo em jogos com VAR, que exigem confirma\u00e7\u00e3o, normalmente geram perda de tempo superior \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es dos gols, mas que n\u00e3o mereceram tratamento igual.<\/p>\n<p>O certo, todavia, \u00e9 que, no atual sistema de acr\u00e9scimos, os \u00e1rbitros est\u00e3o negligenciando o aspecto preventivo, por meio do qual deveriam impedir paralisa\u00e7\u00f5es indevidas, que t\u00eam tornado o<\/p>\n<p>futebol \u201cchato\u201d; quebram a autoridade dos apitadores; causam irrita\u00e7\u00e3o no p\u00fablico; eleva a temperatura dos jogos; e provocam des\u00e2nimo na equipe que est\u00e1 perdendo. Tudo, pois, milita contra o natural desenvolvimento das partidas.<\/p>\n<p>Aguarda-se que uma boa instru\u00e7\u00e3o impe\u00e7a que os \u00e1rbitros sejam mais contabilistas do que aplicadores da ess\u00eancia da regra, de modo a evitar os inconceb\u00edveis acr\u00e9scimos de hoje, que beiram a 20%, em m\u00e9dia, de cada per\u00edodo de uma partida.<\/p>\n<p><strong>c) REGRA 11 \u2013 IMPEDIMENTO \u2013 distin\u00e7\u00e3o entre \u201cdesvio\u201d e \u201cjogar deliberadamente\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Um jogador que esteja em posi\u00e7\u00e3o de impedimento s\u00f3 deve ser punido se for envolvido em jogo ativo e ap\u00f3s a bola ser jogada ou tocada em um companheiro. Tamb\u00e9m deve ser punido se a bola for \u201crebotada\u201d ou \u201cdesviada\u201d em um advers\u00e1rio.<\/p>\n<p>Porque o \u201cdesvio\u201d tem gerado muita d\u00favida e, pois, err\u00f4neas interpreta\u00e7\u00f5es, a Ifab estabeleceu os crit\u00e9rios para esclarecer o assunto.<\/p>\n<p>O texto da regra \u00e9 muito claro e n\u00e3o possibilita d\u00favida: S\u00f3 h\u00e1 desvio quando um jogador, apesar de jogar a bola, o faz sem ter tempo e espa\u00e7o para controlar seus movimentos, ou seja, quando toca na bola por ato de puro reflexo, n\u00e3o, absolutamente n\u00e3o, quando tem tempo para jogar, para controlar seus movimentos, mas joga mal, como a pr\u00f3pria regra estabelece.<\/p>\n<p>Tudo claro, muito claro. Todavia, algumas interpreta\u00e7\u00f5es distorcidas est\u00e3o gerando controv\u00e9rsia, porque a regra fez uma observa\u00e7\u00e3o exemplificativa sobre a natural dificuldade de um jogador ter pleno dom\u00ednio da bola quando a joga com a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Exemplo cl\u00e1ssico dessa distorcida interpreta\u00e7\u00e3o foi o gol da sele\u00e7\u00e3o do Brasil no amistoso com o Marrocos, em que o defensor do Marrocos jogou a bola vinda de uma dist\u00e2ncia significativa,<\/p>\n<p>quando, portanto, teve tempo e espa\u00e7o para controlar seus movimentos, at\u00e9 porque correu para a bola. No lance, o defensor jogou deliberadamente e, assim, habilitou o jogador brasileiro. O gol do Brasil foi mal anulado, em que pese o jogo contar com VAR, pois, pelo texto da regra, tratou-se de erro claro, \u00f3bvio, que exigia a interven\u00e7\u00e3o do VAR.<\/p>\n<p>Vale enfatizar, o que se fazemos com base no texto da regra, que o fato de jogar com a cabe\u00e7a n\u00e3o exclui a possibilidade de se jogar deliberadamente. Ali\u00e1s, prova maior disso \u00e9 o elevado n\u00famero de gols marcados com a cabe\u00e7a pelos atacantes. Joga-se futebol com todo o corpo. Logo, a circunst\u00e2ncia da facilidade ou dificuldade de alguma parte do corpo em dominar a bola n\u00e3o pode eliminar a possibilidade de se jogar deliberadamente, inclusive com a cabe\u00e7a, desde que haja tempo e espa\u00e7o para se controlar o movimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o controle da bola ou o jogar como se pretendia a ess\u00eancia da regra do impedimento para o caso, mas o poder realizar essas tarefas com base no tempo e espa\u00e7o que um jogador tenha.<\/p>\n<p>De outro lado, justamente por estar associado ao tema, oferecemos nosso entendimento, j\u00e1 expressado perante a Ifab, de que a regra, ao criar as figuras do \u201crebote\u201d e, principalmente, do \u201cdesvio\u201d feriu a ess\u00eancia do impedimento (bola vinda de um companheiro) e, mais ainda, tratou desigualmente atacantes e defensores. Com efeito, ainda que haja um toque da bola sutil em um atacante e que n\u00e3o desvie minimamente sua trajet\u00f3ria, nasce uma nova jogada e, portanto, haver\u00e1 sempre impedimento. N\u00e3o obstante, quando h\u00e1 um \u201crebote\u201d ou \u201cdesvio\u201d em um defensor, ainda que a bola tenha sua trajet\u00f3ria totalmente desviada, n\u00e3o nasce uma nova jogada. Essa realidade, portanto, fere a quest\u00e3o de causa e efeito, pois uma bola que tenha sua trajet\u00f3ria claramente desviada s\u00f3 chega a um atacante por conta de tal mudan\u00e7a de trajet\u00f3ria.<\/p>\n<figure id=\"attachment_170\" aria-describedby=\"caption-attachment-170\" style=\"width: 638px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-170\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/neuzaback.jpg\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/neuzaback.jpg 638w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/neuzaback-300x185.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-170\" class=\"wp-caption-text\">Foto: AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p>O resultado de tudo, desse modo, \u00e9 que a regra trata diferentemente os toques na bola em atacantes e defensores, o que termina, inclusive, contrariando a ideia de que \u201co gol deve ser prestigiado\u201d. Prova de tal incongru\u00eancia e do tratamento desigual entre atacantes e defensores \u00e9 que se um defensor impedir um gol em sua meta e, neste caso, ainda que jogando deliberadamente ou mesmo por meio de um \u201crebote\u201d ou de \u201cdesvio\u201d, mesmo alterando completamente a trajet\u00f3ria da bola e que, somente por isso, v\u00e1 para um atacante que anteriormente estivera em posi\u00e7\u00e3o de impedimento, mas completamente distante do contexto da jogada, o impedimento deve ser marcado. Resultado: o defensor impede um o gol e ainda ganha o pr\u00eamio do impedimento de tal jogador, conquanto seja certo que a bola s\u00f3 chegou at\u00e9 ele por consequ\u00eancia da jogada deliberada, do \u201crebote\u201d ou do \u201cdesvio\u201d em tal defensor.<\/p>\n<p>\u00c9 bom registrar, nesse passo, que o \u201crebote\u201d e o \u201cdesvio\u201d, em \u00faltima inst\u00e2ncia, na ess\u00eancia, na ess\u00eancia, s\u00e3o decorr\u00eancia de uma limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de um jogador.<\/p>\n<p>Julgamos assim e por consequ\u00eancia, como j\u00e1 sugerimos \u00e0 Ifab, quando dela fizemos parte, que a regra do impedimento precisa ser repensada para considerar a quest\u00e3o da causa e efeito: qual foi a causa de a bola chegar a um jogador que estava em posi\u00e7\u00e3o de impedimento? Foi o toque no defensor? Se sim, n\u00e3o deveria haver impedimento, pois nasceria uma nova jogada. Se n\u00e3o, ou seja, se a bola chegaria ao atacante independentemente de tocar em um defensor, ou seja, se a bola n\u00e3o tiver sua trajet\u00f3ria mudada, o impedimento deveria ser marcado, salvo se o defensor jogasse deliberadamente, ainda que para impedir um gol (defesa deliberada &#8211; salvada em espanhol). Repita-se: tudo \u00e9 quest\u00e3o de causa e efeito.<\/p>\n<p><strong>d) Regra 12 \u2013 FALTAS E INCORRE\u00c7\u00d5ES \u2013 puni\u00e7\u00e3o do 1\u00ba treinador<\/strong><\/p>\n<p>Neste ponto, a altera\u00e7\u00e3o da regra foi no sentido de que, quando n\u00e3o for poss\u00edvel identificar o autor de uma infra\u00e7\u00e3o, o 1\u00ba treinador s\u00f3 deve ser punido se o infrator for um integrante da \u00e1rea t\u00e9cnica, n\u00e3o se for um jogador que esteja atuando.<\/p>\n<p>Aqui, ao lado de a regra j\u00e1 ser de todo equivocada em rela\u00e7\u00e3o a se punir o treinador, pois isto fere os princ\u00edpios da individualidade e pessoalidade da puni\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o podem ser superados pelo fato de o treinador ser o comandante maior de uma equipe, ainda h\u00e1 uma incongru\u00eancia inconceb\u00edvel. Realmente, pois se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel identificar o autor de uma infra\u00e7\u00e3o, naturalmente que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel detectar se tal infra\u00e7\u00e3o foi praticada por um jogador ou por um integrante da \u00e1rea t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>O certo, dessa forma, seria que, se os \u00e1rbitros n\u00e3o tivessem capacidade para detectar o autor de uma infra\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderiam punir um terceiro.<\/p>\n<p>A incapacidade da arbitragem n\u00e3o pode ser suprimida por puni\u00e7\u00e3o indevida;<\/p>\n<p><strong>e) REGRA 14 \u2013 O TIRO PENAL \u2013 Atitude antidesportiva dos goleiros<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 mais um ponto em que uma simples orienta\u00e7\u00e3o, como, ali\u00e1s, d\u00e1vamos e enfaticamente aos \u00e1rbitros quando \u00e9ramos instrutores da CBF, que n\u00e3o precisaria de disciplinamento nas regas do jogo.<\/p>\n<p>Com efeito, sabe-se que as a\u00e7\u00f5es dos goleiros, sobretudo se aproximando do cobrador do tiro penal, n\u00e3o t\u00eam outra raz\u00e3o de ser sen\u00e3o a de desestabilizar emocionalmente o cobrador. Logo, isso passa mais pela autoridade do \u00e1rbitro, pela ess\u00eancia do futebol e pela \u00e9tica, do que por disposi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da regra.<\/p>\n<p>Sendo assim, entendemos que a Ifab apenas deveria, juntamente com a Fifa, baixar orienta\u00e7\u00e3o para os \u00e1rbitros cumprirem a regra,\u00a0impedindo, pois, que os goleiros pratiquem a\u00e7\u00f5es para desestabilizar o advers\u00e1rio, que caracteriza atitude antidesportiva.<\/p>\n<p>Todavia, ao inserir essa norma nas regras, a Ifab d\u00e1 a impress\u00e3o de que as a\u00e7\u00f5es de tal natureza praticadas pelos goleiros at\u00e9 ent\u00e3o eram legais, estavam consentidas e atendiam aos princ\u00edpios \u00e9ticos do esporte.<\/p>\n<p>Assim, o que a Ifab fez foi corrigir o que n\u00e3o precisava ser corrigido, pois a ess\u00eancia do jogo, uma vez que o futebol n\u00e3o \u00e9 o esporte da malandragem, j\u00e1 veda, por natureza, as a\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><strong>f) VAR \u2013 n\u00e3o divulga\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos e de imagens em tempo real<\/strong><\/p>\n<p>Nesse ponto, apesar de a Ifab, ap\u00f3s o Mundial do Catar, haver prometido que seria diferente, houve um infeliz recuo e continuaremos com a arbitragem do \u201csegredo\u201d, como denominamos em colunas precedentes em que o assunto foi tratado. \u00c9 uma pena! E pena que a Ifab n\u00e3o descobriu que o futebol \u00e9 do mundo e n\u00e3o dos organizadores, bem como que a transpar\u00eancia \u00e9 o maior escudo para quem atua com \u00e9tica.<\/p>\n<p>Para fechar, registramos que algumas dessas altera\u00e7\u00f5es e\/ou esclarecimentos n\u00e3o se harmonizam com a ess\u00eancia do futebol ou com a \u00e9tica, o que fortalece a conclus\u00e3o de que \u201cQuando uma norma n\u00e3o respeita a ess\u00eancia da mat\u00e9ria que disciplina o resultado de sua aplica\u00e7\u00e3o dificilmente ser\u00e1 positivo\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ao leitor, a palavra final.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando uma norma n\u00e3o respeita a ess\u00eancia da mat\u00e9ria que disciplina o resultado de sua aplica\u00e7\u00e3o dificilmente ser\u00e1 positivo. Por meio da Circular n\u00ba 27, <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/2023\/03\/30\/alteracoes-nas-regras-do-futebol-2023-2024\/\">leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":170,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2023\/03\/neuzaback.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/media\/170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}