{"id":146,"date":"2022-12-03T01:42:01","date_gmt":"2022-12-03T01:42:01","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/?p=146"},"modified":"2022-12-03T13:19:36","modified_gmt":"2022-12-03T13:19:36","slug":"copa-do-catar-tecnologia-para-a-arbitragem-ou-a-arbitragem-para-a-tecnologia-gols-anulados-e-gol-confirmado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/2022\/12\/03\/copa-do-catar-tecnologia-para-a-arbitragem-ou-a-arbitragem-para-a-tecnologia-gols-anulados-e-gol-confirmado\/","title":{"rendered":"Copa do Catar \u2013 Tecnologia para a arbitragem ou a arbitragem para a tecnologia? Gols anulados e gol confirmado"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_147\" aria-describedby=\"caption-attachment-147\" style=\"width: 512px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-147 size-full\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/12\/000_32WJ2ME.jpg\" alt=\"\" width=\"512\" height=\"341\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/12\/000_32WJ2ME.jpg 512w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/12\/000_32WJ2ME-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/12\/000_32WJ2ME-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-147\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Adrian Dennis\/AFP<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A tecnologia n\u00e3o \u00e9 fim em si mesma, mas suporte para facilitar as tarefas que se desejam realizar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tecnologia n\u00e3o \u00e9 fim, \u00e9 meio &#8211;<\/strong> Antes de tudo registramos que n\u00e3o gostar\u00edamos de apontar erros e incertezas de algumas decis\u00f5es de arbitragem na COPA DO CATAR, especialmente do VAR ou da ferramenta que est\u00e1 \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cumprimento de nosso dever, todavia, que \u00e9 o de analisar os lances com base essencialmente t\u00e9cnica, nos imp\u00f5e este desconforto.<\/p>\n<p>Neste contexto, somos obrigados a afirmar que a tecnologia passou a ser o fim em si mesma em lugar de ser ferramenta para corrigir <strong>erros claros, \u00f3bvios<\/strong> de arbitragem.<\/p>\n<p>Nossa inquieta\u00e7\u00e3o sobre tal faceta \u00e9 velha. Com efeito, l\u00e1 atr\u00e1s, em 2016, no limiar do projeto que concebemos, quando fomos ver, em Amsterd\u00e3 e na Su\u00ed\u00e7a, os primeiros passos da implementa\u00e7\u00e3o da ideia, dissemos a S\u00e9rgio Correa, que comigo compunha a delega\u00e7\u00e3o brasileira: \u201cS\u00e3o tantos os bot\u00f5es; tantas as telas divididas; tantas as fugas do simples (in\u00edcio de APP, fim de APP); etc. etc. que a tecnologia est\u00e1 sendo o fim em si mesma, em lugar de ser meio para ajudar a corrigir erros de arbitragem\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse, a inclus\u00e3o de lances de interpreta\u00e7\u00e3o no bojo de nosso projeto foi a gota d\u2019\u00e1gua para a inseguran\u00e7a que hoje vivenciamos: depend\u00eancia da arbitragem de campo ao VAR.<\/p>\n<p>O documento denominado \u201cCarta de Londres\u201d, que enviamos \u00e0 Fifa e \u00e0 Ifab (International Board), elaborado alta madrugada, quando ainda est\u00e1vamos na terra da Rainha Elizabeth II, sobre a precipitada inclus\u00e3o de lances de interpreta\u00e7\u00e3o no bojo do VAR, \u00e9 prova de que est\u00e1vamos certos. Com efeito, em nosso projeto os<\/p>\n<p>lances de interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o estavam contemplados, embora prev\u00edssemos que eles poderiam ser inclu\u00eddo ap\u00f3s a cultura do futebol absorver a inova\u00e7\u00e3o. Passo a passo era o que quer\u00edamos e foi por isso que consignamos em nosso projeto: <strong>\u201cinclus\u00e3o de lances de outra natureza, inclusive de intepreta\u00e7\u00e3o, a partir de quando a cultura do futebol absorver a inova\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Nesta COPA, para piorar ainda mais as coisas, como registramos nas colunas publicadas em 19 e 22\/11\/2022, a FIFA ainda se recusa, por conta de sua elevada e inating\u00edvel potestade, a cumprir o dever institucional de divulgar os \u00e1udios e as imagens, com todos os \u00e2ngulos das c\u00e2meras que teriam servido de base para o VAR tomar as decis\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse, tamb\u00e9m devemos voltar a dizer que a computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica (bonecos exibidos), ao lado de n\u00e3o mostrar os momentos dos passes em lances de impedimento, tamb\u00e9m s\u00f3 tra\u00e7a uma linha, quando h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es que exigem duas, ou seja, uma no atacante e outra no defensor, como no lance do gol entre <strong>Cro\u00e1cia x B\u00e9lgica<\/strong>, sobretudo porque as linhas deveriam ser tra\u00e7adas nos ombros de ambos os jogadores, cujos pontos variam conforme os ba\u00e7os estejam mais ou menos abertos.<\/p>\n<p>O resumo de tudo, pois, \u00e9 que os t\u00e9cnicos em arbitragem n\u00e3o est\u00e3o tendo suas necessidades supridas pelos t\u00e9cnicos em computa\u00e7\u00e3o, mas exatamente o oposto, ou seja, a t\u00e9cnica de arbitragem \u00e9 que est\u00e1 servindo \u00e0 tecnologia, como se esta fosse o fim em si mesma.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 que temos esperan\u00e7a na evolu\u00e7\u00e3o do processo, para limitar a atua\u00e7\u00e3o do VAR a lances absolutamente claros, \u00f3bvios, que, portanto, n\u00e3o tenham qualquer liame de interpreta\u00e7\u00e3o, o que dispensaria o uso do monitor no campo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, auguramos a indispens\u00e1vel exibi\u00e7\u00e3o em tempo real, como sempre defendemos, de todos os \u00e1udios e v\u00eddeos das checagens e revis\u00f5es realizadas pelo VAR.<\/p>\n<p><strong>Fran\u00e7a x Tun\u00edsia<\/strong> &#8211; Gol anulado indevidamente \u2013 O gol da <strong>Fran\u00e7a<\/strong> no jogo contra a <strong>Tun\u00edsia<\/strong> foi anulado indevidamente e, o pior de tudo, por indevida interfer\u00eancia do VAR, por ser o lance de fina interpreta\u00e7\u00e3o, em raz\u00e3o do que a decis\u00e3o de campo deveria ser respeitada, pois, de uma ou de outra forma \u2013 marca\u00e7\u00e3o de gol ou de impedimento \u2013 n\u00e3o haveria <strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>, que justificasse a interfer\u00eancia do VAR.<\/p>\n<p>O cerne do lance est\u00e1 em saber se houve desvio ou jogada deliberada pelo defensor da Tun\u00edsia, que cabeceou a bola.<\/p>\n<p>Entendemos que o defensor jogou deliberadamente e, portanto, que habilitou o atacante da Fran\u00e7a que estava adiantado no instante do lan\u00e7amento.<\/p>\n<p>Com efeito, o defensor, porque a bola veio de dist\u00e2ncia larga, teve tempo e espa\u00e7o para controlar seus movimentos e jogar a bola, tanto que recuou buscando o melhor espa\u00e7o e saltou para cabecear. O fato de n\u00e3o jogar a bola com for\u00e7a e de n\u00e3o a lan\u00e7ar para longe n\u00e3o descaracteriza sua a\u00e7\u00e3o controlada.<\/p>\n<p>Julgamos oportuno esclarecer que a ess\u00eancia da regra do impedimento reside no fato de a bola vir de um companheiro. Logo, quando a bola vem de um advers\u00e1rio, por princ\u00edpio, n\u00e3o h\u00e1 impedimento.<\/p>\n<p>As exce\u00e7\u00f5es a este princ\u00edpio s\u00e3o o rebote, que n\u00e3o tem qualquer dificuldade (a bola toca em um jogador), e o desvio, que se caracteriza quando a bola, apesar de ser tocada pelo jogador, sua a\u00e7\u00e3o \u00e9 por puro reflexo, ou seja, sem ter tido tempo para se preparar para jogar.<\/p>\n<p>Nem se diga que a circular 26 da Ifab, de 27\/07\/2022, que visou a esclarecer os conceitos de rebotes e desvios daria base para se interpretar a a\u00e7\u00e3o do defensor da Tun\u00edsia como desvio. Uma norma n\u00e3o se interpreta com a leitura isolada de qualquer dos seus itens, mas considerando o todo.<\/p>\n<p>Por isto \u00e9 necess\u00e1rio dizer que o \u00faltimo item da circular, ainda que seja analisado isoladamente, apenas diz o \u00f3bvio: \u00e9 mais f\u00e1cil jogar a bola que esteja no solo do que a que est\u00e1 no ar. Isso, por\u00e9m, n\u00e3o significa que jogar mal com a cabe\u00e7a caracteriza sempre desvio.<\/p>\n<p>De n\u00e3o ser assim, ter-se-ia de admitir que a maioria dos gols que s\u00e3o marcados atualmente no futebol s\u00e3o fruto de desvios e n\u00e3o de jogadas deliberadas, principalmente porque a velocidade da bola normalmente \u00e9 bem superior \u00e0 do lance sob an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Por fim, deve ser dito que o contado do defensor com um atacante que estava \u00e0 sua frente n\u00e3o afastou a prepara\u00e7\u00e3o da jogada, at\u00e9 porque o defensor se afastou de tal jogador, revelando sua plena consci\u00eancia ao jogar a bola.<\/p>\n<p><strong>Canad\u00e1 x Marrocos &#8211; Gol anulado corretamente?<\/strong> \u2013 Na partida entre o Canada e Marrocos houve anula\u00e7\u00e3o de um gol do Marrocos por poss\u00edvel interfer\u00eancia no goleiro, que n\u00e3o se tem certeza do erro ou do acerto da decis\u00e3o da arbitragem.<\/p>\n<p>\u00c9 que a Fifa, cumprindo seu papel de n\u00e3o respeitar o torcedor, n\u00e3o exibiu as imagens do VAR que nos daria certeza \u2013 c\u00e2mera do fundo do gol \u2013, sobre se o jogador da Tun\u00edsia que estava adiantado teria interferido no goleiro do Canada.<\/p>\n<p><strong>Argentina x Pol\u00f4nia &#8211; Penal inexistente<\/strong> \u2013 Na partida Argentina 2 x 0 Pol\u00f4nia houve marca\u00e7\u00e3o de um p\u00eanalti inexistente a favor da Argentina.<\/p>\n<p>De fato, pois o goleiro da Pol\u00f4nia saltou para defender a bola, como a regra lhe permite, usando seus bra\u00e7os. O leve contato de sua m\u00e3o com o rosto de Lionel Messi n\u00e3o caracterizou infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, o VAR, mais uma vez interferindo indevidamente, porque a decis\u00e3o de campo jamais caracterizaria, de uma ou outra forma, <strong>erro claro, \u00f3bvio<\/strong>, recomendou revis\u00e3o, que o \u00e1rbitro, como que cumprindo um rito, aceitou e marcou o penal.<\/p>\n<p>Vale ser dito que Messi n\u00e3o teve sequer preju\u00edzo t\u00e1tico em raz\u00e3o do contato, pois quando o choque ocorreu a bola j\u00e1 havia tocado em sua cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Por fim, vale ressalvar que se a a\u00e7\u00e3o praticada pelo goleiro da Pol\u00f4nia fosse de um jogador de linha, a\u00ed sim o tiro penal se caracterizaria, pois tal forma de jogar n\u00e3o seria pr\u00f3pria de outro jogador que n\u00e3o um goleiro.<\/p>\n<p><strong>Jap\u00e3o x Espanha &#8211; Gol indefinido<\/strong> \u2013 No segundo gol marcado pelo Jap\u00e3o no jogo com a Espanha n\u00e3o se sabe se a bola saiu ou n\u00e3o pela linha de meta antes do passe.<\/p>\n<p>A indefini\u00e7\u00e3o do lance, todavia, porque se tratou de fato \u2013 sa\u00edda ou n\u00e3o da bola \u2013 n\u00e3o se justifica absolutamente e revela, mais uma vez, erro imperdo\u00e1vel da Fifa, pois com tanta tecnologia \u00e9 inconceb\u00edvel que n\u00e3o haja c\u00e2meras com o eixo (centro) de vis\u00e3o alinhado com a linha de meta, quando tudo seria esclarecido.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 mais uma prova de que \u00e9 a arbitragem que est\u00e1 servindo \u00e0 tecnologia e n\u00e3o a tecnologia servindo \u00e0 arbitragem.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o, assim, \u00e9 a de que os altos investimentos n\u00e3o foram bem aproveitados porque os respons\u00e1veis pela arbitragem da Fifa deixaram os aspectos t\u00e9cnicos do futebol nas m\u00e3os de pessoas que s\u00f3 entendem de tecnologia.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pena, Senhora Fifa!<\/p>\n<p>O certo, todavia, \u00e9 que por conta de tal indefini\u00e7\u00e3o a Alemanha foi eliminada da COPA.<\/p>\n<p><strong>Uruguai x Gana \u2013 P\u00eanaltis n\u00e3o marcados<\/strong> \u2013 Foram dois os tiros penais n\u00e3o marcados a favor do Uruguai e que podem ter custado sua classifica\u00e7\u00e3o, pois se marcasse mais um gol a Azurra passaria para a fase seguinte da competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As faltas de t\u00e3o claras n\u00e3o exigem muita fundamenta\u00e7\u00e3o. Com efeito, em ambos os lances os atacantes do Uruguai estavam \u00e0 frente dos defensores, com a bola dominada, foram cal\u00e7ados e derrubados. P\u00eanaltis indiscut\u00edveis, portanto.<\/p>\n<p>Todavia, apenas para afastar a inconsistente opini\u00e3o de um <strong>\u201cexpert\u201d<\/strong> no sentido de que o primeiro lance n\u00e3o teria sido faltoso, porque o defensor tocou na bola, deve ser dito que o toque foi t\u00e3o sutil que o atacante continuaria com a posse da bola, o que s\u00f3 n\u00e3o ocorreu por conta de sua queda decorrente do cal\u00e7o.<\/p>\n<p>Nesse passo, \u00e9 bom esclarecer que tocar ou n\u00e3o tocar na bola, conquanto seja muito importante, n\u00e3o \u00e9 nem excludente nem ato caracterizador de infra\u00e7\u00e3o de modo definitivo. Afinal, arbitragem n\u00e3o \u00e9 matem\u00e1tica. Logo, \u00e9 poss\u00edvel tocar na bola e cometer infra\u00e7\u00e3o, como n\u00e3o tocar e n\u00e3o cometer. Tudo depender\u00e1 da forma como a disputa \u00e9 feita e de seu resultado, ou seja, se h\u00e1 ou n\u00e3o imprud\u00eancia na disputa e, principalmente, se ocorreu ou n\u00e3o preju\u00edzo t\u00e1tico.<\/p>\n<p>Mais dois erros de arbitragens que a Fifa contabiliza, inclusive com participa\u00e7\u00e3o do VAR, que ora interv\u00e9m indevidamente, a exemplo do que ocorreu no penal inexistente marcado a favor de Portugal no jogo com Gana, ora se omite, como ocorreu no segundo lance.<\/p>\n<p><strong>Ao leitor, a palavra final.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tecnologia n\u00e3o \u00e9 fim em si mesma, mas suporte para facilitar as tarefas que se desejam realizar. 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