{"id":137,"date":"2022-11-22T20:21:19","date_gmt":"2022-11-22T20:21:19","guid":{"rendered":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/?p=137"},"modified":"2022-11-22T20:21:19","modified_gmt":"2022-11-22T20:21:19","slug":"copa-impedimento-semiautomatico-acrescimos-e-questoes-tecnicas-pontos-a-melhorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/2022\/11\/22\/copa-impedimento-semiautomatico-acrescimos-e-questoes-tecnicas-pontos-a-melhorar\/","title":{"rendered":"Copa &#8211; Impedimento semiautom\u00e1tico; Acr\u00e9scimos; e quest\u00f5es t\u00e9cnicas. Pontos a melhorar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_138\" aria-describedby=\"caption-attachment-138\" style=\"width: 2560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-138\" src=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" srcset=\"https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-scaled.jpg 2560w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-300x200.jpg 300w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-768x512.jpg 768w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/blogs.gazetaesportiva.com\/arbitragem\/files\/2022\/11\/000_32PL96P-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-138\" class=\"wp-caption-text\">Brasileiro Raphael Claus em a\u00e7\u00e3o no Catar (Foto: AFP\/Adrian Dennis)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A mulher de C\u00e9sar, al\u00e9m de dever ser honesta, tamb\u00e9m precisa aparentar que \u00e9 honesta.<\/strong><\/p>\n<p>Em nossa coluna de 19\/11\/2022, publicada aqui, em <strong>Blogs da Gazeta Esportiva<\/strong>, abordamos a quest\u00e3o do \u201csegredo\u201d relativo \u00e0 arbitragem, em raz\u00e3o de o presidente da Comiss\u00e3o da FIFA, Pierluigi Colina, haver dito que n\u00e3o daria publicidade aos \u00e1udios das conversas entre os \u00e1rbitros de campo e o VAR.<\/p>\n<p>Em harmonia e diretamente relacionado com tudo que ali dissemos, trataremos de outros assuntos que, igualmente, est\u00e3o a exigir da FIFA um avan\u00e7o, rumo \u00e0 plena e desejada transpar\u00eancia, al\u00e9m da evolu\u00e7\u00e3o de alguns aspectos t\u00e9cnicos de arbitragem:<\/p>\n<p><strong>a) Impedimento semiautom\u00e1tico &#8211;<\/strong> O sistema at\u00e9 ent\u00e3o usado no mundo inteiro, por meio do qual o VAR tra\u00e7ava as linhas de impedimento e mostrava o momento do passe, exibindo as imagens do jogo (bola e posi\u00e7\u00e3o de atacantes e defensores) dava ao torcedor, sobretudo o da TV, clareza sobre se houve ou n\u00e3o impedimento. De seu turno, o modelo usado na COPA DO CATAR, apesar de ser mais c\u00e9lere, mostra a prova do impedimento apenas por meio de imagem de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, gerada de modo totalmente dissociado do contexto da jogada, pois exibe apenas dois \u201cbonecos\u201d. Por isto, o novo sistema tem gerado d\u00favida no torcedor.<\/p>\n<p>Exemplo claro dessa d\u00favida gerada pelo atual processo foi o gol anulado do Equador no jogo com o Catar, que o mundo leigo do futebol at\u00e9 agora n\u00e3o compreendeu.<\/p>\n<p>\u00c9 bom ressalvar que a cr\u00edtica ao novo processo n\u00e3o traduz qualquer desconfian\u00e7a sobre sua assertividade, tampouco que sejamos contr\u00e1rios \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, afinal o pr\u00f3pria VAR<\/p>\n<p>que concebemos \u00e9 a mais efetiva prova de que n\u00e3o queremos ficar no passado. Todavia, o novo processo n\u00e3o deveria ter em mira apenas a rapidez das decis\u00f5es, pois tamb\u00e9m deveria, por ser igualmente imprescind\u00edvel, ter como objetivo demonstrar a prova da corre\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Sendo assim, a FIFA deve agir, se poss\u00edvel ainda nesta competi\u00e7\u00e3o, para que o novo processo, al\u00e9m de r\u00e1pido, tamb\u00e9m seja eficiente e mais transparente no aspecto da prova do erro ou do acerto da decis\u00e3o. Basta, assim, que as an\u00e1lises dos lances sejam oferecidas doravante ao p\u00fablico e em tempo real, como sempre defendemos. Note-se que este passo n\u00e3o trar\u00e1 preju\u00edzo para a din\u00e2mica do jogo, pois enquanto a decis\u00e3o n\u00e3o for tomada n\u00e3o poder\u00e1 haver rein\u00edcio.<\/p>\n<p>Caso assim n\u00e3o seja feito, somos obrigados a concluir que o sistema anterior era mais correto, pois a rapidez n\u00e3o pode ser mais importante do que a demonstra\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o das decis\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>b) Acr\u00e9scimos \u2013<\/strong> A genial ideia de se exibir uma placa indicando o acr\u00e9scimo (recupera\u00e7\u00e3o de tempo perdido) ao final de cada etapa de uma partida, ao lado de trazer justi\u00e7a para o futebol; de evitar o antijogo; de impor aos \u00e1rbitros o dever de fazer a contagem correta das paralisa\u00e7\u00f5es, ainda d\u00e1 prote\u00e7\u00e3o aos apitadores, pois um gol ou p\u00eanalti concedido em tal per\u00edodo n\u00e3o pode ser questionado.<\/p>\n<p>Pois bem, apesar de tal avan\u00e7o e de tantos benef\u00edcios, n\u00e3o se sabe o porqu\u00ea de a FIFA, uma vez ocorrida uma paralisa\u00e7\u00e3o significativa no transcurso do per\u00edodo de acr\u00e9scimo, proibir que haja exibi\u00e7\u00e3o da placa pelo 4\u00ba \u00e1rbitro indicando o novo tempo a ser acrescido, o que torna vulner\u00e1veis todas as vantagens citadas acima.<\/p>\n<p>No jogo de hoje, 22\/11\/2022, entre a Argentina e a Ar\u00e1bia Saudita, j\u00e1 no transcurso dos 08 minutos informados inicialmente, houve<\/p>\n<p>les\u00e3o de dois jogadores, que ensejou paralisa\u00e7\u00e3o por volta de 04 minutos, mas que n\u00e3o foram informados que seriam acrescidos. Caso a Argentina, que perseguia o empate, marcasse um gol nesse per\u00edodo, sobretudo no que teria superado o tempo da paralisa\u00e7\u00e3o, a arbitragem seria contestada, o resultado poderia n\u00e3o ser considerado leg\u00edtimo, arranhando a boa arbitragem.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o de arbitragem da FIFA precisa entender que sua autoridade n\u00e3o \u00e9 absoluta e que, portanto, n\u00e3o pode superar o bom-senso, tampouco a transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Novo acr\u00e9scimo significativos durante o per\u00edodo do acr\u00e9scimo inicial deve ser informado, portanto.<\/p>\n<p><strong>A mulher de C\u00e9sar, al\u00e9m de dever ser honesta, tamb\u00e9m precisa aparentar que \u00e9 honesta.<\/strong><\/p>\n<p><strong>c) Limites do VAR \u2013<\/strong> Tanto aqui, no Brasil, como na COPA DO CATAR, a limita\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o do VAR \u00e9 ponto muito nevr\u00e1lgico e de dific\u00edlima solu\u00e7\u00e3o. Enquanto houver lances de interpreta\u00e7\u00e3o no bojo da compet\u00eancia do VAR, haver\u00e1 controv\u00e9rsia sobre a limita\u00e7\u00e3o de sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, a COPA mal come\u00e7ou e j\u00e1 tivemos interven\u00e7\u00e3o e omiss\u00e3o do VAR em lances muito parecidos. Ali\u00e1s, omiss\u00e3o do VAR em laces bem mais claros de poss\u00edvel infra\u00e7\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o do VAR em lances n\u00e3o t\u00e3o claros ou n\u00e3o t\u00e3o ostensivos.<\/p>\n<p>Os exemplos mais significativos foram um lance de penal por segurar o advers\u00e1rio, a favor da Inglaterra no 1\u00ba tempo do jogo com o Ir\u00e3, em que o VAR se omitiu, e outro, tamb\u00e9m por segurar, no 2\u00ba tempo do mesmo jogo, agora a favor do Ir\u00e3, sendo que neste o VAR atuou e o tiro penal foi marcado. Felizmente, o resultado da partida n\u00e3o possibilitou, por enquanto, preju\u00edzo para a Inglaterra.<\/p>\n<p>Os outros dois lances foram de tiro penal por infra\u00e7\u00e3o de m\u00e3o, em situa\u00e7\u00f5es muito semelhantes e claramente de n\u00e3o infra\u00e7\u00e3o, no jogo entre a Dinamarca e a Tun\u00edsia, sendo que no primeiro o VAR n\u00e3o atuou e no segundo foi recomendada revis\u00e3o, mas que o \u00e1rbitro, felizmente, manteve a decis\u00e3o de n\u00e3o penal.<\/p>\n<p><strong>d) Delay flag \u2013<\/strong> O denominado <strong>delay flag<\/strong>, consistente no fato de os \u00e1rbitros assistentes assinalarem os impedimentos ap\u00f3s a conclus\u00e3o das jogadas, est\u00e1 sendo desvirtuado de modo muito ostensivo, tanto considerando o pr\u00f3prio protocolo do VAR, como, principalmente, a ideia que concebemos em nosso projeto para a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com efeito, a filosofia \u00e9 que os \u00e1rbitros assistentes s\u00f3 devem segurar a bandeira em casos de impedimentos muito ajustados e quando haja clara possibilidade de um gol ser marcado. Logo, nas demais situa\u00e7\u00f5es, os assistentes, o que tamb\u00e9m \u00e9 filosofia do processo, devem atuar como se n\u00e3o houvesse VAR.<\/p>\n<p>Todavia, o que se nota \u00e9 a vulgariza\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o desvirtuamento do processo, ou seja, os \u00e1rbitros assistentes, como regra e n\u00e3o como exce\u00e7\u00e3o, est\u00e3o segurando suas bandeiras, o que prejudica o desenvolvimento do jogo; causa perda de tempo; provoca risco de uma falta de jogo brusco grave e, assim, de aplica\u00e7\u00e3o de Cart\u00e3o Vermelho, por conto de uma jogada morta etc.<\/p>\n<p>Na partida de hoje, entre Argentina e Ar\u00e1bia Saudita houve marca\u00e7\u00e3o de 03 gols, sendo que 02 deles j\u00e1 n\u00e3o deveriam ter ocorrido, pois os impedimentos n\u00e3o eram ajustados.<\/p>\n<p>Tal sistem\u00e1tica, ao lado de ferir a ess\u00eancia da ideia e de ocasionar os preju\u00edzos j\u00e1 mencionados, tamb\u00e9m causa frustra\u00e7\u00e3o no torcedor e desvaloriza a figura do \u00e1rbitro assistente.<\/p>\n<p>Cremos, assim, que a FIFA precisa realinhar as instru\u00e7\u00f5es no particular das situa\u00e7\u00f5es acima, para evitar impacto negativo da arbitragem nos jogos.<\/p>\n<p>Em outra vertente e para finalizar, devemos ressaltar as corretas atua\u00e7\u00f5es dos dois trios brasileiros, comandados por Rafael Claus e Wilton Sampaio, esperando que que haja novas designa\u00e7\u00f5es para eles e seus assistentes, Rodrigo Correa, Danilo Manis, Bruno Boschilia e Bruno Pires, torcendo para que a igualmente competente Neuza Back tamb\u00e9m atue.<\/p>\n<p><strong>Ao leitor, a palavra final.<\/strong><\/p>\n<p>Manoel Serapi\u00e3o filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mulher de C\u00e9sar, al\u00e9m de dever ser honesta, tamb\u00e9m precisa aparentar que \u00e9 honesta. 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