Flamengo X Vitória: três lances para expulsão

No jogo entre Flamengo e Vitória, ocorrido nessa quarta‑feira, 22/04/26, houve três lances de expulsão clássicos em que a arbitragem não agiu como deveria e que contou com a inacreditável omissão do VAR.

O primeiro lance ocorreu aos 03 minutos de jogo. Luiz Araújo, do Flamengo, claramente fora do contexto da jogada (a bola já havia passado pelo solo e do lado direito do jogador), colocou seu braço esquerdo, em ação de golpe, na altura do rosto de Ramon, do Vitória, e o atingiu.

A força excessiva se caracteriza não apenas pela ação do jogador que comete este tipo de falta, mas também pela velocidade do jogador que é atingido. A rigor, pode‑se entender o lance como conduta violenta, pois não mais havia bola em disputa, como demonstrado. Cartão vermelho não aplicado e não revisado pelo VAR.

O outro lance que merece análise ocorreu aos 29 minutos do segundo tempo. Arrascaeta, embora tenha escorregado, atingiu Ramon por trás com as travas da chuteira na altura do tornozelo.

Como dito, embora tenha escorregado, o certo é que Arrascaeta não praticou, como devia e claramente podia, qualquer ação para recolher sua perna e diminuir o impacto ou até evitar o contato. Assim, assumiu o risco de lesionar o adversário. Jogo brusco grave. Cartão vermelho também não aplicado e, novamente, com omissão do VAR.

O último lance, que se deu aos 39 minutos também do 2º tempo, foi a cotovelada de Saul no rosto de Caique, que é do tipo clássico para expulsão. A força excessiva se caracterizou pela ação deliberada de Saul, que inclinou seu corpo para cima, com claro objetivo de atingir o rosto do jogador do Vitória.

A velocidade que Caique desenvolvia agravou a situação. Saul, pois, de modo indiscutível, assumiu o risco de lesionar o adversário. Jogo brusco grave. Cartão vermelho inquestionável não aplicado e, mais uma vez, sem atuação do VAR, embora sua filosofia — espantem‑se, caros torcedores — não seja apenas corrigir “erro claro e óbvio”, mas buscar a decisão mais justa. Haja justiça!

Finalizando, opino que exigir gatilho tanto para esse tipo de lance como para o de Luiz Araújo é entender o futebol como MMA. A preservação da integridade física dos jogadores é da essência e da finalidade do futebol, bem como de suas regras. Do contrário, estaremos falando de outra modalidade esportiva.

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