Dois lances polêmicos em dois jogos desta quinta-feira pela Copa Libertadores, merecem nossa análise. O primeiro foi o pênalti marcado para o Palmeiras contra o Sporting Cristal. O lance foi de fina interpretação. Logo, o VAR não deveria intervir. O penal, porém, aconteceu, pois o defensor foi imprudente, ao tocar, embora levemente, na perna e nas costas do atacante que estava em sua frente. Qualquer contato por trás desequilibra um jogador em velocidade. Sem essa de “não foi para tanto”; de “o jogador valorizou o contato”.
Essas afirmativas são dissociadas das regras, sobretudo porque desconsideram um fato (o contato) para entrar no campo do subjetivismo, ocasionando inconsistência para a arbitragem, senão, o que é mais grave, abrindo portas para o “hoje sim”, o “amanhã não”, para situacões iguais ou muito semelhantes e que cabem na mesma moldura de infrações. As ações de simulação são claras, abertas e se distanciam dessas de contatos sutis, porém faltosos.
O outro lance polêmico foi o do segundo gol do Flamengo contra o Independiente Medellin, que, igualmente ao Pênalti para o Palmeiras, deveria ser analisado exclusivamente pelo árbitro de campo. Todavia, já que houve revisão, o gol deveria ser anulado, pois o jogador do Flamengo cometeu falta na fase de ataque (APP), ao desferir um golpe no peito do adversário, em ação dissociada do movimento para jogar.
A Decisão final, portanto, foi errada. O resumo desse lances é que essa busca da Conmebol, assim como de nossa CBF, pela decisão mais justa, em lugar de corrigir “erro claro, óbvio”, ao lado de violar o protocolo do VAR, gera inconsistência no processo, pois, como no caso do 2° gol do Flamengo, a decisão final nem sempre é alcançada.
Tudo sem nos esquecermos de que tais intervenções do VAR geram tensão para o jogo e perda de tempo, que entra em conflito com a atual preocupação da FIFA em evitar perda de tempo. Mas se a própria FIFA busca a “mais justa”, ferindo seu próprio protocolo e sua atual preocupação, o que fazer?!
