
Rogério Ceni, concedendo entrevista em 11/02/26, sugere medidas para acabar com a “cera” no futebol. Não somente Rogério Ceni, treinador do Bahia, está com razão, mas também toda a comunidade envolvida no esporte vive insatisfeita com o atual quadro de rotineiras atitudes antidesportivas e antiéticas no esporte de preferência de nosso país.
A FIFA e a IFAB são as responsáveis pela habitual e antiética conduta dos agentes do esporte. Com efeito, ao lado de adotarem apenas eventualmente pálidas e erradas medidas, que não resolvem os problemas por inteiro e até ferem a essência do jogo, a exemplo de ordenar marcação de tiro de canto – deveria ser tiro livre indireto, quando um goleiro demora mais de 8 segundos com a bola nas mãos. Além disso, quebram o “pau nos ouvidos” para sugestões que recebem, inclusive de nós, e sequer fazem experiências para avaliarem o impacto no jogo.
Exemplos de tais omissões são algumas sugestões que oferecemos e que julgamos essenciais, a exemplo de:
1 – mudar o processo de substituições, que deveriam ocorrer apenas com a bola em jogo, ressalvados os casos de contusões graves devidamente pré-definidas, de modo a ceifar as inaceitáveis “ceras” que o atual processo estimula;
2 – substituições obrigatórias e imediatas, embora temporárias, dos goleiros que se contundem, evitando as atuais perdas de tempo por nefastas estratégias;
3 – fixação de tempo limite para todo reinício de jogo, sob pena de reversão ou de TLI para a equipe adversária, como Rogério mencionou;
4 – acabar com impedimentos em razão de rebotes/desvios em defensores, pois quando os toques da bola são nos atacantes, fazem nascer nova jogada. Esta medida, ao lado de igualar o tratamento entre avantes e defensores, aumentaria o número de gols e evitaria muitas das atuais e inconsistentes decisões, seja anulando, seja confirmando gols equivocadamente;
5 – disciplinar, como exceção e com rugor, o procedimento do “delay” da bandeira e do apito em faltas e principalmente em impedimentos, apenas para lances ajustados e de efetiva e iminente oportunidade de gol, inclusive determinando que a regra de ouro do futebol – vantagem – seja sempre observada, em especial quando os goleiros dominarem a bola com as mãos etc. etc. Há mais, muito mais pontos nas regras do jogo que precisam ser reformulados. Por ora, porém, os pontos relacionados com o antijogo e uma das essências do futebol são o bastante. Há esperança, todavia, que a FIFA/IFAB acordem, deixem de ser autossuficientes e ouçam a comunidade do futebol, para o bem do esporte.
